Vinnicius Silva/Cruzeiro
Vinnicius Silva/Cruzeiro

Mano lamenta escalação de reservas e promete esperar por Arrascaeta para final

Cruzeiro agora se concentra em duelo diante do Corinthians, após derrota para o Vasco no Brasileirão

Estadão Conteúdo

14 Outubro 2018 | 19h06

Mesmo antes de comentar a derrota do Cruzeiro para o Vasco, por 2 a 0, em São Januário, neste domingo à tarde, o técnico Mano Menezes fez questão de dizer que a escalação de um time reserva não deveria acontecer para quem está prestes a disputar um título nacional. A equipe está de olho na decisão da Copa do Brasil diante do Corinthians, na próxima quarta-feira, em Itaquera.

"Não era para existir uma situação desta, mas faz parte do pacote", ironizou o técnico, reforçando a tese de que o Campeonato Brasileiro só vai começar realmente para seu time após a definição da Copa do Brasil. O Cruzeiro venceu a ida da decisão, no Mineirão, por 1 a 0, e agora pode empatar na volta para ser bicampeão.

Mano não perdeu a chance de citar as dificuldades que teve para a escalação. "Tivemos que escalar alguns jogadores que estão voltando, como o Fred, e chamamos alguns garotos do sub-20 que jogaram ontem no clássico com o América-MG para compor o banco. São circunstâncias que a gente não gostaria de ter, mas é o que nos apresentou nesta hora."

Para Mano Menezes, a opção de deixar os titulares em Belo Horizonte foi a opção mais acertada neste momento. "Não podíamos correr riscos. Eles estão lá, treinando, descansando e se preparando para um grande desafio que vamos ter em São Paulo".

Ele também confirmou que vai utilizar Arrascaeta diante do Corinthians, provavelmente no banco de reservas. "Certamente ele vai para o banco, mesmo se tiver cansando ou com uma perna só. São em grandes jogos que os grandes jogadores aparecem. Eles são feitos para estes momentos decisivos". Para completar, ironizou o fato da seleção do Uruguai jogar contra o Japão, do outro lado do mundo, na terça. "Até parece sacanagem fazer um jogo tão longe. São 20 horas de viagem...", reclamou.

Apesar de tudo, Mano gostou do empenho do time, que, segundo ele, poderia ter conquistado um resultado positivo. "Se tivéssemos caprichado mais no último passe, com certeza a gente marcaria os gols. Tivemos duas ou três chances e poderíamos até ter marcado dois gols. Não fizemos porque perdemos, e num jogo duro não se pode perder estas chances. Elas são raras e tem que marcar."

Sobre a entrada dos garotos, ele considerou uma chance bem aproveitada pelo zagueiro Cacá, de 19 anos, e por Patrick pela primeira vez atuando em sua posição, a lateral esquerda. Mano também ressaltou a importância do atacante Fred ter começado jogando pela primeira vez depois de tanto tempo parado por lesão. "Claro que ele sente falta de ritmo de jogo, mas só vai se recuperar totalmente se jogar. A sua evolução tem sido positiva", concluiu o técnico.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.