Mano Menezes mandou Chicão deixar Souza cobrar pênalti

"Fiz o sinal ao Chicão sim, assim acaba logo com esse negócio de quando vai marcar gol", revelou o treinador

Milton Pazzi Jr., estadao.com.br

31 de janeiro de 2009 | 20h12

 SÃO PAULO - O técnico Mano Menezes foi o responsável por Souza marcar seu primeiro gol no Campeonato Paulista, o segundo com a camisa do Corinthians. Ele sinalizou do banco para Chicão, o batedor oficial do time, para que deixasse o atacante cobrar a penalidade, atendendo assim ao pedido do jogador. "Fiz o sinal ao Chicão sim, assim acaba logo com esse negócio de quando vai marcar gol", afirmou o treinador, na entrevista coletiva no Pacaembu, após a vitória por 4 a 1 sobre o Oeste.Veja também: Corinthians goleia o Oeste e dorme líder do Paulistão Paulistão 2009 - Tabela e classificaçãoConfira as novidades do mercado do futebol Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão Ele também demonstrava, assim como o atacante, alívio pela situação. Mas isso não significa que tenha deixado de falar sobre seu atacante, que joga enquanto o fenômeno Ronaldo não estiver 100% fisicamente. O assunto monopolizou o vestiário. E apontou a lição que seu atacante deve assimilar após passar pelas vaias na partida. "Ele [Souza] sente que o futebol é duro, o torcedor ou ama ou odeia. Tem de ter equilíbrio para assimilar as coisas".A permanência de Souza no time, pelo menos neste jogo, não esteve ameaçada em nenhum momento, garante Menezes. "Não pensei em momento algum em tirá-lo do jogo. Tirar o Souza não ia ajudar em nada. Mantendo no time você o protege, afinal, as críticas, as vaias, são coisas da vida, com isso ele cresce emocionalmente", diz.É justamente este apoio que reforça o goleiro Felipe ser necessário ao atacante para ter sucesso. "O Souza, por ser atacante, tem de fazer vários gols, mas o importante é que ele e os outros mais novos do time tenham o nosso apoio para jogar bem."Souza segue no time titular sem ameaça de que vai perder a titularidade até que Ronaldo esteja liberado para jogar, o que ainda não tem prazo de acontecer.

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