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Mano Menezes quer, com Julio Cesar, começar a mesclar a seleção brasileira

Técnico diz que é necessário procurar por opções para jogadores já consagrados como Kaká

AE, Agência Estado

08 de fevereiro de 2011 | 19h59

PARIS - As entradas de Julio Cesar e Renato Augusto na equipe titular do Brasil contra a França são simbólicas. Enquanto o goleiro representa o início do processo de mesclar novatos e jogadores mais experientes, a estreia do meia do Bayer Leverkusen mostra a necessidade de encontrar uma opção confiável a Paulo Henrique Ganso.

"Estamos procurando mais opções. Sabemos que jogadores como Kaká e Ronaldinho já têm trajetórias confiáveis e que podem servir à seleção. Mas precisamos encontrar outros, já que as cartas que temos hoje podem não estar disponíveis para a Copa de 2014", explicou Mano Menezes a respeito do seu mais novo teste no meio-campo.

"São jogadores como esse que estamos procurando", afirmou o treinador, citando Renato Augusto, que será o substituto de Paulo Henrique Ganso no Stade de France. "Espero que ele aproveite a chance", disse Mano.

No gol, a entrada do experiente Julio Cesar, um dos poucos ''sobreviventes'' do fracasso da África do Sul, mostra que 2011 será o ano em que a seleção começará a mesclar jovens e veteranos. "Essa será a segunda etapa do trabalho. Precisamos chegar em 2014 com uma equipe equilibrada entre jogadores novos e mais experientes", comentou.

O primeiro jogo do ano para o Brasil é exatamente contra uma das mais fortes seleções do mundo: a França, nesta quarta, às 18 horas (de Brasília). Mano Menezes quer que os desafios complicados sejam frequentes na preparação para o Mundial de 2014. "Não podemos ter ilusões e levar essas ilusões para a Copa. Depois temos um rotundo fracasso. Só assim veremos se temos uma equipe competitiva", destacou Mano.

O treinador ainda criticou, indiretamente, a preparação brasileira para a Copa da África, quando Dunga levou o Brasil para jogar, às vésperas do Mundial, contra Estônia, Tanzânia e Zimbábue. "Precisamos de adversários fortes e situações extremas para avaliar até que ponto evoluímos. Não vejo vantagem em se preservar (de resultados negativos) e não fazer o que tem de ser feito. O risco pode ser maior agora. Mas esses riscos precisam ser enfrentados".

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