Mano Menezes quer um pacto 'anti vaias' com a torcida

O técnico Mano Menezes está preocupado. O jogo desta terça-feira contra o Ituano, no Pacaembu, virou uma decisão para o Corinthians. E o fato de ser realizado em casa pode acabar se tornando um fardo para parte do elenco que está na lista negra dos torcedores. Por isso mesmo, o treinador vai propor nesta segunda ao grupo um "pacto anti vaias".

MARCEL RIZZO, Agencia Estado

29 de março de 2009 | 21h34

A ideia é blindar Felipe, Douglas e Souza, os alvos da ira da Fiel. "A vaia atrapalha. Mas não posso tirar jogadores do time em um momento decisivo como este. Temos que saber lidar com essa instabilidade", disse Mano.

E a tradução de "lidar com a instabilidade" é tentar dar tranquilidade ao trio, apesar do ambiente no grupo não ser perfeito - Lulinha e Morais, por exemplo, já saíram no tapa em um treinamento em Presidente Prudente.

Se sair um gol, Douglas e Felipe serão priorizados em uma comemoração. Souza vai estar no banco, mas também será lembrado. "Temos que cobrar do Souza o que ele pode fazer. O Souza não é o Ronaldo", defendeu Mano.

"O Douglas é um jogador importante, que vive um momento difícil. Não podemos pensar no Douglas do ano passado. É igual a Fórmula 1. Este ano tem um carro que nem existia em 2008 e está ganhando. Ele (Douglas) tem que se adaptar ao estilo do time", disse o técnico, se referindo à equipe Brawn GP do corintiano Rubens Barrichello.

Para o Corinthians garantir a vaga na semifinal basta uma vitória sobre o Ituano, que ocupa o modesto 14.° lugar. A eliminação precoce não passa pela cabeça de Mano e dependeria de uma combinação maluca de resultados.

O problema da pressão que o time pode sofrer no Pacaembu é que a segunda posição, que garante vantagem de mandar o segundo jogo da semifinal e de ter o privilégio do empate complicou, já que o São Paulo venceu o Palmeiras e passou o Corinthians. Por isso, a vitória é tão importante.

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