Mano minimiza vaias e pedidos por Felipão na seleção

O técnico Mano Menezes tentou passar tranquilidade após ser o principal alvo das cobranças do torcedor na vitória da seleção brasileira por 2 a 1 sobre a Argentina, na noite de quarta-feira, no Estádio Serra Dourada, pelo Superclássico das Américas. O treinador garantiu que nem os pedidos pelo retorno do técnico Luiz Felipe Scolari ao comando da equipe o incomodam.

AE, Agência Estado

20 de setembro de 2012 | 08h46

Felipão foi o técnico do Brasil na conquista do título da Copa do Mundo de 2002 e ficou desempregado na semana passada, quando deixou o Palmeiras, que luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Mano avaliou que as "circunstâncias" provocaram o coro favorável ao pentacampeão mundial no Serra Dourada e garantiu que a situação no tira a sua concentração.

"Isso não me irrita, porque acho natural, se trata de um técnico pentacampeão mundial. As circunstâncias colaboram para isso, não tenho nada a reclamar do torcedor. Ele tem um carinho muito grande pelo Felipão, que foi o nome gritado e é um técnico vencedor. Não me incomodo. Não perdi a minha tranquilidade para comandar a equipe em campo. Quando a gente está ali, na beirada do campo, fica muito alheio a isso", afirmou.

As críticas da torcida a Mano Menezes aumentaram durante o segundo tempo da partida contra a Argentina, principalmente quando o treinador sacou o meia Lucas e o atacante Luis Fabiano para as entradas de Thiago Neves e Leandro Damião, respectivamente. O técnico ressaltou, porém, que as preferências da torcida não vão influenciar nas suas decisões.

"Eu não vou deixar de tirar um jogador que não está rendendo por conta da preferência do torcedor. Não tenho do que reclamar da torcida", disse Mano, que já havia sido alvo de críticas do torcedor brasileiro no início de setembro, quando a seleção venceu a África do Sul por 1 a 0 em amistoso disputado no Estádio do Morumbi.

O triunfo por 2 a 1 no Serra Dourada deixou o Brasil em vantagem no Superclássico das Américas. A equipe decide o torneio amistoso contra a Argentina no dia 3 de outubro, na cidade de Resistência, e precisa de um empate para faturar a competição.

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