Mano nega pressão e diz que tem 'emprego por 10 anos'

Os últimos resultados ruins da seleção brasileira, com a queda na Copa América e a derrota diante de seleções tradicionais, como França, Argentina e Alemanha, não mudaram a filosofia de trabalho de Mano Menezes. Pelo menos é o que garante o próprio treinador, que negou que a convocação de Ronaldinho Gaúcho para o amistoso diante de Gana, no dia 5 de setembro, em Londres, seja um ação emergencial para diminuir as críticas.

AE, Agência Estado

18 de agosto de 2011 | 12h59

"Preciso deixar claro, não estou preocupado com resultado imediato a qualquer custo. Não estou preocupado com meu emprego a qualquer custo. Tenho emprego até os próximos 10 anos garantido, com salário relativamente bom. Fui contratado para pensar em um trabalho de quatro anos. Seria leviano pensar em Ronaldinho para algo momentâneo. Estou pensando nele para um projeto final, porque ele mostrou para mim e para todos os brasileiros que consegue liderar um grupo e que conseguirá chegar em 2014", declarou Mano.

O treinador ainda minimizou as mudanças de adversários nos amistosos do Brasil, que enfrentaria Itália e Espanha no segundo semestre, mas agora jogará contra equipes menos expressivas como Costa Rica e Gabão. De acordo com ele, não há relação entre a alteração e o péssimo retrospecto diante das principais seleção do mundo - além das derrotas para França, Argentina e Alemanha, houve empate com a Holanda. Para Mano, esta hipótese foi uma invenção da imprensa.

"Não acho injustas as críticas que estão sendo feitas neste momento, acho elas pertinentes pelo que estamos vendo ainda. As críticas sérias, estou vendo com atenção e aprendendo com elas. As outras, a gente apaga. Parece até que são mais humoristas do que jornalistas e isso não serve para a seleção e para ninguém. As críticas que analisam o que precisamos fazer, estamos levando em conta", afirmou Mano.

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