Mano para Luxemburgo: 'Peru de fora não dá opinião'

Técnico do Corinthians fica irritado ao ver o palmeirense dar conselho para os botafoguenses

Sílvio Barsetti, O Estado de S. Paulo

20 de maio de 2008 | 23h31

A derrota do Corinthians tirou o técnico Mano Menezes do sério. Sempre calmo e sensato, ontem ele estava cuspindo fogo nos vestiários do Engenhão. A bronca era com o técnico palmeirense, Vanderlei Luxemburgo, que estava dando dicas de como o Botafogo parar sua equipe, no programa Arena SporTV, à tarde.   Veja também  Corinthians sofre virada e perde para o Botafogo por 2 a 1  Bate-Pronto: Botafogo está com a faca e o queijo na mão   "Quando ficamos fora do quadrangular do Paulista, disse que peru de fora não dá opinião. E é feio ver essas coisas de um companheiro de profissão", disparou. "É necessário respeitar quem chegou, têm de parar de fazer certas coisas, isso é ética. Quando não jogar, assiste e bate palmas", seguiu na bronca.   O treinador também reprovou a arbitragem do gaúcho Leonardo Gaciba. "Jamais vou falar que ele estava mal intencionado (sobre os cartões amarelos aos pendurados), mas ele teve dois critérios no jogo", reclamou. "E por pressão, coisas externas. Se alguém não ganha, começa a dar uma peninha, todo mundo fica com dó, achando que tem de ganhar", ironizou, sobre o fato de Cuca ainda não ter nenhum título importante na carreira. E emendou: "Tempo de serviço só dá méritos no quartel."   O treinador também teve tempo para analisar sua equipe. "Tivemos oportunidades quando estava 1 a 0, poderíamos ter aberto vantagem maior para depois administrarmos", avaliou. "Mas faltou um pouquinho de trabalho de bola para a equipe. Adiantamos demais a linha de volantes e cedemos o contra-ataque. Isso não pode com quem está com o 1 a 1."   CARLOS ALBERTO LAMENTA PÊNALTI Autor do gol do Corinthians, Carlos Alberto viveu uma noite de herói e vilão. Ele foi o responsável pelo pênalti que originou o primeiro gol do Botafogo. "Não tive a intenção de fazer o pênalti. Fui dar uma volta em torno de Jorge Henrique, mas ele caiu. Depois desse gol, o Botafogo cresceu e mudou o jogo."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.