Mano põe cargo à disposição, mas não pedirá demissão

Mano põe cargo à disposição, mas não pedirá demissão

'Comuniquei a ele que não vou abandoná-lo, mas disse para que ele (Gobbi) ficasse à vontade se quisesse tomar outra decisão', disse

VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2014 | 12h29

Em meio a um protesto que só levou cerca de 30 torcedores organizados ao CT do Corinthians, o técnico Mano Menezes afirmou nesta sexta-feira que deixou o presidente Mário Gobbi à vontade para demiti-lo. O treinador disse que a relação de amizade que tem com o dirigente não pode interferir na sua permanência ou não no cargo. O treinador, porém, garantiu que não pedirá demissão.

"Eu comuniquei a ele (presidente) que não vou abandoná-lo, mas disse para que ele (Gobbi) ficasse à vontade se quisesse tomar outra decisão. É assim que acontece. Somos amigos, mas não somos compadres. Só pedi demissão uma vez na vida, em caráter excepcional", afirmou Mano, pressionado após o fracasso do Corinthians na Copa do Brasil.

O treinador afirmou também que a cobrança da torcida é proporcional ao tamanho da derrota para o Atlético-MG, quarta-feira, por 4 a 1. O resultado tirou o time da Copa do Brasil depois de abrir 3 a 0 no placar agregado. "Não podemos achar que depois de 4 a 1 o torcedor não vai protestar. E ele escolhe quem acha que tem responsabilidade. E eu tenho mesmo, mas estamos trabalhando para sair dessa situação."

O protesto desta sexta-feira foi organizado pela Gaviões da Fiel, principal organizada do Corinthians. O grupo chegou em duas frentes; primeiro um grupo de cerca de 30 pessoas chegou e começou a gritar as palavras de sempre, como raça e exigindo entrega dos jogadores.

Mais tarde, quando a atividade já havia se encerrado, uma nova leva com cerca de 50 uniformizados chegou. Àquela altura, Mano e os jogadores já tinham ido embora e o CT estava vazio, mas alguns deles ameaçaram ir protestar em frente à casa do treinador. Mesmo com as dependências vazias, eles cantaram músicas de protesto.

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