Mano recusa favoritismo do Corinthians na final

Prestes a disputar sua segunda final de campeonato em menos de um ano e meio de clube, Mano Menezes não esconde a ansiedade de conquistar seu primeiro Estadual pelo Corinthians. Mas o técnico não espera ter vida fácil nas finais contra o Santos, mesmo seu time tendo a vantagem de poder jogar por dois empates e decidir o campeonato no Pacaembu.

VITOR MARQUES, Agencia Estado

21 de abril de 2009 | 22h00

"Não existe favoritismo pelo nosso lado, nossa vantagem é mínima e será pesada no final do segundo jogo", afirmou o treinador nesta terça-feira, em entrevista coletiva no Parque São Jorge. Mano estava bem-humorado, falou bastante ainda sobre a vitória sobre o São Paulo e do que espera encarar na final contra o Santos.

"O Santos chega à final num momento muito parecido com o nosso, reverteram a vantagem e venceram o Palmeiras", disse o treinador. "Eles mudaram muito, o Madson está bem, e o Neymar cresceu de produção. Mas o Corinthians também tem suas armas. As duas equipes têm qualidades."

Mano Menezes, que espera um duelo tático contra Vagner Mancini, ainda não definiu um substituto para o atacante Dentinho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. "Não temos um jogador com as características dele, e vamos mudar um pouco nossa maneira de jogar. Só não podemos perder a confiança."

Em 2008, Mano perdeu a final da Copa do Brasil para o Sport antes de levar o Corinthians de volta à Série A. No Grêmio, além de vencer a Série B em 2005, o treinador foi bicampeão gaúcho, em 2006 e 2007. Agora, pode repetir o feito com o Corinthians, e sem nenhuma derrota, algo que não acontece no Paulistão desde 1972, com o Palmeiras.

"Primeiro queremos ser campeões contra o Santos, isso que é importante. Invencibilidade e outros objetivos são uma consequência, mas claro que seria gratificante", afirmou treinador, que filosofou: "conquistar um título é a confirmação prática de tudo que você defende no plano teórico".

RONALDO - Mano só ficou visivelmente irritado quando o assunto é a suposta facilidade com que Ronaldo esteja sendo marcado. Deu uma dura resposta aos que acusam os árbitros de favorecer o Fenômeno, e os zagueiros de temer encostar no craque. "Podem marcar mais duro, não tem problema nenhum. Se acham que estão marcando leve, pode marcar mais duro. A gente aguenta."

Foi um desabafo do treinador corintiano. "Estão falando isso aí e está incomodando o jogador e também nos incomodando. É até uma ofensa e um desrespeito com os rivais. Estão com discurso que não marcam o Ronaldo da mesma maneira." Mano citou como exemplo a entrada que Ronaldo recebeu no jogo contra o Guarani. "O beque quase arrancou a perna dele."

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