Paulo Pinto/AE
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Mano tenta conter euforia no Corinthians após vitória

Treinador afirma que time deu passo importante, mas decisão será domingo no Pacaembu

Giuliander Carpes,

26 de abril de 2009 | 19h59

SANTOS - O Corinthians colocou uma mão na taça. Nem os santistas são capazes de dizer que não, mesmo que ainda ambicionem evitar que o rival levante o troféu do Campeonato Paulista. A empolgação da torcida e dos próprios jogadores corintianos era evidente na saída do campo da Vila Belmiro - o goleiro Felipe foi para a massa comemorar. Mas o técnico Mano Menezes tratou de esfriar os ânimos assim que o jogo acabou.

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"Tivemos a felicidade de fazer os gols nos momentos certos, o que é importante para se conseguir um título", afirmou o treinador. "Demos um passo importante mas o passo decisivo será no Pacaembu, domingo."

Mesmo com a vitória, Mano achou que o time tomou muito sufoco. A diferença é que o Santos não aproveitou as oportunidades como o Corinthians. "Não quero que nossa equipe sofra tanto no Pacaembu, domingo, quanto sofreu hoje (domingo)", explicou. "Teremos que propor um jogo mais organizado, ditar um ritmo maior para que o Santos fique mais tempo longe do nosso gol."

Apesar da cautela do comandante, o Corinthians tem um motivo muito forte para acreditar que a taça irá para o Parque São Jorge: nos 16 meses de Mano Menezes, o time nunca sofreu uma derrota por três gols, diferença que o Santos precisa no jogo de volta para ser campeão.

"Realmente, isto conta", admite o treinador. "Mas domingo é outra partida, será jogada em cima de outras circunstâncias e num instante de jogo pode escapar uma vantagem como essa."

Mano está prestes a conquistar seu primeiro título importante em sua bem sucedida passagem pelo Corinthians. Está invicto há 22 partidas no Paulista. No ano passado, foi eliminado na primeira fase do Estadual, mas chegou à final da Copa do Brasil - perdeu para o Sport - e venceu a Série B do Campeonato Brasileiro. O que credencia o técnico a ser um dos principais profissionais do País.

"Eu já estou no seleto grupo de treinadores do futebol brasileiro", brincou Mano, que, afinal, dirige o time com a segunda maior torcida e um dos que tem maior tradição. "O título é um diferencial, não tenho dúvida disso. Estamos muito próximos."

O técnico não contará na decisiva partida com o zagueiro Chicão, suspenso. Jean é o principal candidato a entrar na vaga do artilheiro da equipe no campeonato, com oito gols. "É sempre muito chato quando um jogador tem a trajetória do Chicão na competição e fica fora do último jogo", lamentou Mano. "Vamos substitui-lo bem. Lógico que não teremos um jogador com a capacidade dele pra cobrar faltas, mas já estamos acostumados."

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