Mano vai esperar recuperação de Ganso para Copa América

À procura de um camisa 10 ideal, o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, vai esperar a recuperação de seu candidato predileto Paulo Henrique Ganso para definir a convocação para a Copa América da Argentina, em julho.

REUTERS

09 de maio de 2011 | 17h07

O jogador do Santos sofreu uma lesão muscular na coxa na primeira partida da final do Campeonato Paulista, contra o Corinthians, no domingo, e ficará seis semanas afastado dos gramados, de acordo com o clube paulista.

Mano, que escalou Ganso como titular em seu primeiro jogo à frente da seleção -- vitória por 2 x 0 sobre os EUA em agosto do ano passado --, acredita que o jogador pode voltar a jogar antes desse prazo e mostrar se estará em condições de ser convocado.

"Vamos esperar um pouco mais. Talvez não seja tanto, vamos esperar um pouco e ver como será a recuperação", disse Mano Menezes, que participou de um seminário sobre a Copa do Mundo de 2014 nesta segunda-feira.

"Não pareceu tão grave e temos experiência nisso. Vamos com um pouco mais de calma para tomar decisões bem embasadas", acrescentou.

Essa é a segunda lesão sofrida por Ganso recentemente. Em agosto de 2010 ele foi submetido a uma cirurgia no joelho que o deixou afastado dos gramados por seis meses.

"Vejam como o futebol é caprichoso. Ele só conseguiu jogar um jogo contra os EUA. Com a lesão de ligamentos (no joelho) ficou 199 dias fora, voltou e fez alguns jogos, não dava para convocá-lo, e agora já teve outra lesão muscular", disse.

Segundo o técnico, Ganso é o melhor jogador da atualidade para usar a camisa 10 da seleção e herdar a posição que pertenceu recentemente a jogadores como Kaká e Ronaldinho Gaúcho -- ambos ainda em atividade mas distantes de voltarem a brilhar com a camisa do Brasil.

"O Ganso é organizador e pensa o jogo para a equipe, ele dá o passe e coloca na cara do gol, determina o ritmo. Esse jogador está mais difícil de achar", disse o treinador.

"Volta e meia a gente fala nos mesmo nomes como Ronaldinho e Kaká... meu papel é encontrar e ter alternativas aos grandes nomes", acrescentou.

Lucas, do São Paulo, campeão sul-americano sub-20, aparece como alternativa para ocupar a vaga de principal armador da equipe, mas Mano o define como um jogador com características diferentes. "O Lucas é mais um ponta de lança, sai de trás em direção do gol", afirmou.

Mano disse ainda que a Copa América será importante para dar experiência a alguns jogadores jovens que estão chegando agora à seleção.

O técnico revelou que pretende manter a estratégia de mesclar jovens com atletas experientes que estiveram na última Copa do Mundo. A prioridade, segundo o treinador, é formar uma base para 2014 sem abrir mão da luta pelo troféu continental.

"O resultado é importante na formação de trabalho. Resultados positivos nem sempre são só vitórias. A construção do grupo e de ideias são vitórias", afirmou. "Na característica da seleção que assumi, da faixa etária, de termos que mudar bastante, me parece que a prioridade número um é dar rodagem a esse jovens que estão chegando."

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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