Chelsea/Divulgação
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'Máquina de gols' fez de Harder a contratação mais cara da história do futebol feminino

Atacante dinamarquesa foi contratada pelo Chelsea, da Inglaterra, por 350 mil euros (R$ 2,2 milhões)

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2020 | 13h20

O Chelsea anunciou, nesta segunda-feira, a contratação da atacante dinamarquesa Pernille Harder, de 27 anos, por 350 mil euros (R$ 2,2 milhões). Essa é a negociação mais cara da história do futebol feminino. Mas por que sua transferência teve um valor tão alto? Além de ter sido destaque do Wolfsburg nesta temporada da Liga dos Campeões, o recente histórico da atacante faz com ela seja considerada uma das melhores jogadoras do mundo em sua posição.  

Harder chegou ao Wolfsburg em 2017. Desde então, a dinamarquesa tem confirmado ser uma exímia finalizadora. Isso porque ela já mostrava sua afinidade com a bola quando vestia os mantos do Linkopings, da Suécia. Lá ela marcou 85 gols em 109 partidas.

Já na Alemanha, ao longo de três temporadas e meia, foram 105 gols em 114 jogos. Somente na última temporada, ela anotou 38 tentos em 33 partidas. Esses números ajudaram o Wolfsburg a conquistar quatro edições do Campeonato Alemão e outras quatro Taças da Alemanha.

Além disso, a facilidade em balançar as redes adversárias fez com que Harder fosse eleita a Jogadora do Ano da Uefa, em 2018. Aliás, por pouco a dinamarquesa não conquistou a Bola de Ouro no mesmo ano. Ela ficou atrás de Ada Hegerberg por seis votos.

Para cravar ainda mais seu histórico de artilheira, na última semana, Harder marcou quatro gols em um único jogo da Liga dos Campeões. Foi diante do Glasgow City, nas quartas de final. O Wolfsburg chegou à decisão, mas não conseguiu superar o Lyon, da França.

Apesar do valor de sua negociação ser histórico, o mercado de transferências do futebol feminino ainda não é tão movimentado. O valor envolvido em sua contratação é 658 vezes menor que o recorde do mercado do futebol masculino, oriundo da transferência de Neymar ao Paris Saint-Germain. Em 2019, a Fifa divulgou um relatório mostrando que 96% das negociações internacionais do futebol feminino foram realizadas de forma gratuita. 

 

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