Ria Novosti/EFE
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Maracanã deve receber Vladimir Putin na final da Copa do Mundo

Presidente da Rússia informou à Fifa que deverá comparecer à última partida do Mundial

Jamil Chade - Correspondente, O Estado de S. Paulo

23 de maio de 2014 | 18h47

GENEBRA - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, informou à Fifa que deverá estar na final da Copa do Mundo no Brasil, em julho no Rio de Janeiro. O líder russo vive um momento delicado diante da invasão que promoveu na Crimea e a tensão que ainda marca sua relação com a Ucrânia e a Europa. A visita também pode causar uma importante saia justa para o governo brasileiro diante de outros chefes de estado que também podem estar na final e na mesma ala VIP reservada aos convidados.

A Rússia organiza a próxima Copa do Mundo e é tradição que o presidente do país sede esteja na final da Copa que antecede o evento em sua casa. Em 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi até a África do Sul. Mas optou por não ir até a final, diante da desclassificação da seleção brasileira. A atitude foi criticada na época pela Fifa.

Desta vez, a Fifa quer Putin no encerramento, em um lugar de destaque na tribuna de honra. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, o gabinete de Putin já confirmou sua presença na final. Em sua coluna semanal publicada nesta sexta-feira em uma revista da Fifa, o presidente da entidade, Joseph Blatter, indica que o russo pode estar no Maracanã.

"Na cerimônia de encerramento no Maracanã no Rio de Janeiro, o presidente russo Vladimir Putin vai formalmente aceitar a responsabilidade dos brasileiros de organizar a Copa de 2018. Tenho certeza que ele vai assumir essa tarefa com muita confiança", escreveu Blatter. Já em setembro, o presidente da Fifa fará sua primeira viagem para Moscou.

BRICS

O Itamaraty confirma que Putin foi convidado para a Copa e que, dois dias depois do encerramento do evento, a presidente Dilma Rousseff vai aproveitar para organizar a cúpula dos países dos Brics, em Fortaleza. A expectativa do governo, portanto, é de que Putin esteja pelo menos no evento dos mercados emergentes com os demais chefes de estado. Mas nem Brasília e nem a embaixada do Brasil em Moscou confirma de forma definitiva de que a viagem vá ocorrer.

O Brasil se absteve em votações na ONU sobre a crise na Ucrânia, o que deixou a Europa irritada. Nesta semana, o príncipe Charles comparou a atitude da Rússia na Ucrânia ao de Hitler. Além da eventual visita de Putin, o governo brasileiro confirma que a chanceler alemã Angela Merkel estará em Salvador para assistir sua seleção contra Portugal. O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, também viaja ao Brasil. Mas apenas para a fase inicial da Copa.

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