Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Maracanã tem seu primeiro teste antes da Copa das Confederações

Jogo de amigos servirá para analisar infraestrutura do estádio, em reformas desde 2010

Leonardo Maia e Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

27 de abril de 2013 | 08h05

RIO - O Maracanã, ainda em reforma para a Copa das Confederações, passará por seu primeiro teste antes da competição. O governo do Rio realiza neste sábado uma partida entre amigos de Ronaldo e amigos de Bebeto para avaliar o funcionamento de equipamentos, instalações e infraestrutura do estádio, que deveria ter sido entregue em dezembro.

Os sucessivos atrasos no cronograma da obra afetaram também o planejamento dos eventos-teste. Além do jogo entre os membros do Comitê Organizador Local (Ronaldo e Bebeto são do comitê executivo), haverá outra partida no dia 15 de maio com parâmetros indefinidos. A inauguração oficial será no dia 2 de junho, com o amistoso entre Brasil e Inglaterra, 14 dias antes do primeiro jogo da Copa das Confederações.

Assistirão ao jogo festivo cerca de oito mil operários que participam da reforma, além de seus familiares, autoridades e convidados. A presidente Dilma Rousseff vai estar presente. Como primeiro teste, a capacidade de utilização do estádio está reduzida para 30%, mas será de 78.838 pessoas.

Alguns operários tentavam vender seus ingressos, nesta sexta-feira, no entorno do estádio, mas as entradas são personalizadas e será preciso apresentar documento de identidade.

Entre as polêmicas que cercaram as obras para a Copa de 2014, o processo de privatização do novo complexo causa revolta na comunidade esportiva, uma vez que o parque aquático Júlio Delamare e o estádio de atletismo Célio de Barros vão ser demolidos para dar lugar a lojas e estacionamento.

DEMOLIÇÕES

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizou nesta quinta as demolições e já enviou comunicado ao governo fluminense. As duas arenas ficam no entorno do Maracanã, tombado pelo Iphan em 2000. Segundo o órgão, só o Maracanã é tombado, mas qualquer intervenção no entorno só poderá ser feita com sua autorização.

No documento enviado ao governo do Rio, o Iphan autoriza as demolições do Célio de Barros, do Júlio Delamare e também da escola municipal Friedenreich porque "sob o ponto de vista do tombamento, estas não agregam valor ao bem tombado".

Prevista inicialmente para custar R$ 705 milhões, a reforma do Maracanã consumiu R$ 932 milhões. Durante os mais de dois anos e oito meses desde seu fechamento, em agosto de 2010, o cronograma sofreu atrasos e percalços que obrigaram a mudanças no projeto e elevação dos custos.

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