Maradona acusa Batista de ter cobrado por convocações

Famoso também pelas suas atitudes e declarações polêmicas, Diego Maradona voltou a ser o centro das atenções ao dar mais uma de suas entrevistas bombásticas. O astro acusou Sergio Batista, ex-técnico da seleção da Argentina, de participação em um suposto pacto com um representante de jogadores para cobrar dinheiro em caso de convocação de atletas deste respectivo empresário para defender o time nacional.

AE-AP, Agência Estado

15 de setembro de 2011 | 16h50

A grave acusação é mais um novo capítulo da briga entre os treinadores que antecederam Alejandro Sabella no comando da seleção argentina.

Maradona disse que o ex-jogador e empresário Carlos Mac Allister subornou Batista em troca de convocações e afirmou ter sido procurado pelo agente quando estava à frente da seleção. "Ele me veio oferecer ''cometas'' (subornos) por jogadores porque já tinha combinado com o Checho (apelido de Batista) e com (José Luis) Brown (assistente de Batista) as cometas se eles assumissem cargos na seleção", afirmou o ídolo argentino.

Quando Maradona assumiu o comando da Argentina em outubro de 2008, após a renúncia de Alfio Basile ao cargo, Batista e Brown dirigiam as seleções juvenis do país. Na época, o primeiro deles foi cotado, inclusive, para ser escolhido como treinador da seleção principal.

"Desde que chegamos à seleção acabaram as ''cometas''", disparou Maradona, que hoje treina o Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos, em entrevista concedida na última quarta-feira à noite ao canal de TV TyC Sports.

Batista, que substituiu Maradona na seleção depois da Copa do Mundo de 2010, rebateu as declarações nesta quinta-feira ao canal Todo Noticias e prometeu processar o ex-jogador. "Vou ir à Justiça porque isso é uma calúnia", afirmou.

"Nunca aconteceu nada disso", garantiu o técnico, ao comentar a acusação de suborno feita por Maradona, que foi seu companheiro de seleção na campanha do título mundial de 1986, no México.

De acordo com Batista, o maior ídolo da história do futebol argentino, ao que parece, nunca lhe perdoou por ter o sucedido no comando da seleção do país. "Pode haver um ressentimento por parte dele pela seleção, mas ele sabe bem que eu não tive nada a ver com sua demissão", disse o treinador, despedido depois de fracassar com a Argentina na Copa América deste ano, em julho. Jogando em casa, a seleção acabou eliminada pelo Uruguai já nas quartas de final.

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