Maradona adia retorno para Cuba

Diego Armando Maradona deve ficar mais uns dias na Argentina, antes de voltar para Cuba, onde vive há cerca de 4 anos, em tratamento contra a dependência química. O grande astro do futebol argentino, que saiu na quinta-feira do hospital após ficar 11 dias internado, vai esperar pelo menos até o dia 21 de maio, quando sua filha Gianinna completa 15 anos.A saída de Maradona do clínica Suíço-Argentina está cercada de muita polêmica, assim como foi toda sua vida. Internado com uma grave crise pulmonar e cardíaca no último dia 18 - a imprensa, inclusive, suspeitou de nova overdose de cocaína, o que não foi confirmado -, o ex-jogador deixou o hospital na quinta-feira. Sem, no entanto, receber alta médica, segundo revelam os jornalistas argentinos.Maradona, inclusive, teria contrariado sua família, que desejava vê-lo se recuperar completamente no hospital. A ex-esposa Claudia e as filhas Gianinna e Dalma passaram a maior parte do tempo ao lado do ex-jogador enquanto ele esteve internado, protegendo-o.Na quinta-feira, quando Maradona resolveu deixar o hospital, a ex-esposa tentou impedi-lo. Mas foi em vão. ?Claudia sempre se portou muito bem e acredito que seja duro para ela. De uma hora para outro ele vai embora?, admitiu o sobrinho do astro, Daniel López Maradona.Após deixar o hospital, o ex-jogador foi para a chácara de um amigo situada no município de General Rodríguez, na província de Buenos Aires. Visivelmente gordo e sem se preocupar com um recomendado repouso após ficar tanto tempo internado, Maradona jogou golfe, assistiu seu Boca Juniors pela TV e comeu frango com salada. Tudo na quinta-feira.Maradona está sendo acompanhado pelo seu médico particular, Alfredo Cahe. Mas seu estado de saúde ainda preocupa a família, os fãs e todo o país. ?Acredito que o melhor para a recuperação seria que ele ficasse mais uns dias na clínica. Me surpreendeu que tenha ido embora. Tenho medo de uma recaída?, revelou Daniel Lópes Maradona, que chegou a visitar o tio quando ele estava respirando por aparelhos na UTI do hospital.

Agencia Estado,

30 de abril de 2004 | 12h58

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