Maradona anuncia que votará em Cristina Kirchner

'Apesar de este ser um país machista, votaremos em uma mulher', revela o ex-jogador argentino

Rodrigo Martínez, da Reuters,

24 de outubro de 2007 | 13h59

O ex-jogador de futebol Diego Maradona votará na primeira-dama e líder das pesquisas na atual disputa pela Presidência argentina, Cristina Fernández de Kirchner, enquanto o músico Charly García não dará "apoio a mulher nenhuma", noticiou na quarta-feira a mídia na Argentina.   Em rara entrevista, Cristina Kirchner critica inflação argentina Liderança de Cristina reflete opção por continuidade, dizem analistas   Segundo pesquisas de intenção de voto, Cristina deve vencer com facilidade as eleições de domingo, dispensando provavelmente a necessidade de um segundo turno.   "Votarei em Cristina. Parece que não temos outra saída", afirmou Maradona em declarações divulgadas pelo jornal Clarín. O ex-jogador descreveu como "inapresentável" a candidata de centro-esquerda Elisa Carrió, que aparece em um distante segundo lugar nas pesquisas.   "Apesar de este ser um país machista, votaremos em uma mulher", acrescentou o ídolo dos argentinos.   García, de outro lado, garantiu que "jamais votaria em uma mulher porque eu sou homem". García também criticou Carrió, segundo o Clarín: "Um dia voltei para casa e, na porta de casa, encontrei essa Lilita. Mandei-a embora debaixo de pancada."   Pesquisas publicadas pelo Clarín no fim de semana passado mostraram que entre 39,1% e 47,9% dos eleitores pretendiam votar na mulher do presidente Néstor Kirchner. O jornal La Nación previu que a candidata receberá 40,9% dos votos.   Segundo as leis do país, se um dos candidatos obtiver 45 por cento dos votos, não se realiza o segundo turno. O mesmo se dá caso o candidato mais votado fique com algo entre 40% e 45% dos votos e à frente mais de 10 pontos percentuais do segundo colocado.

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