Maradona critica craques como Pelé, Platini e Beckenbauer

Ex-craque argentino chama Platini de 'mafioso' e que Pelé só pensa em defender a Fifa

EFE

28 de outubro de 2007 | 21h40

O ex-jogador argentino, Diego Maradona, criticou novamente o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, e colocou em dúvida a "grandeza" de Pelé, de Michel Platini e de Franz Beckenbauer, aos quais acusou de não defenderem os interesses dos jogadores.   Em entrevista transmitida pela emissora colombiana RCN, Maradona também criticou a "falta de fome de glória" da atual seleção argentina, ao contrário da que venceu a Copa de 86 e da qual ele participou.   "Caso tivesse abraçado Blatter seria da família da Fifa, mas seria um filho... Estaria do lado de Pelé, de Platini e de Beckenbauer", declarou o melhor jogador argentino de todos os tempos.   Ao criticar seus ex-colegas, Maradona disse que "Platini é o chefe mafioso da Uefa", o brasileiro Pelé "defende a Fifa" e Beckenbauer "conseguiu para a Alemanha a sede da Copa do Mundo".   Segundo o craque argentino, Pelé, Platini e Beckenbauer não defendem os interesses dos jogadores do mundo. "Todos (Pelé, Platini e Beckenbauer) alcançaram lucro, mas isto é triste. Caso não defendam os que precisam de defesa, não são tão grandes. Querem ter mais um corrupto na família, mas não me interessa", declarou.   Maradona, que no dia 30 de outubro completa 47 anos, também questionou a seleção argentina que lidera as Eliminatórias sul-americanas para a Copa de 2010 após duas rodadas.   "O problema (da seleção de Alfio Basile) é a falta de fome de glória. Cada vez que tenho a oportunidade de conversar com os jogadores digo a eles: a fome de glória não é comprada, a fome de correr atrás da bola não morre nunca, é necessário respeitá-la", encerrou.

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