Maradona decide mudar de vida

Diego Maradona parece decidido a seguir vida nova - mais reservada, menos badalada, de preferência saudável. Pouco mais de um ano depois de ficar à beira da morte, por uso excessivo de drogas, o astro enfim tem consciência do risco que correu. "Se voltar para aquela vida, morro", afirmou hoje, ao regressar a Buenos Aires, depois de um giro pela Europa. Mais magro, por conta de operação de diminuição de estômago, ídolo divide com a família a fase relaxada. "Minhas filhas me livraram de uma situação muito feia", reconheceu. "Agora não curto mais a noite, durmo na casa de meus pais", revelou. "Antes tinha muito dinheiro e pouco tempo. Agora tenho menos dinheiro e mais tempo para minhas filhas." O capitão da seleção argentina na conquista do Mundial de 1986 negocia com o Boca Juniors um trabalho com as categorias de base. "Temos de seguir conversando, pois é um contrato bem complexo", ponderou. "Se não houver acordo com o Boca, retornarei para Cuba", avisou, em referência ao tratamento que faz para manter-se distante de drogas. Maradona voltou a comentar o caso de discriminação racial entre o zagueiro Desábato, do Quilmes, e o atacante são-paulino Grafite. "Sempre me chamaram de homossexual e nunca denunciei ninguém. Como deveria chamar Pelé? Loiro de olhos azuis? Não. Deveria chamá-lo de negro." Maradona, de 44 anos, anunciou dias atrás que perdeu 27 quilos, após a cirurgia a que se submeteu na Colômbia. Ele também afirmou que estava "recuperado", mas não "curado" das drogas.

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