Maradona defende Pekerman e não se vê à frente da seleção

O ex-jogador argentino Diego Maradona não se ilude com a possibilidade de vir a ser o novo treinador da Argentina. "Não tenho nenhuma ilusão. Para muitos dirigentes não é conveniente que eu seja o técnico. Não digo que não gostaria, mas tampouco me candidato ao posto", afirmou, na noite deste domingo, da Alemanha, para o canal de televisão local TyC Sports.Com relação ao trabalho realizado por José Pekerman, que logo após a eliminação da Argentina pela Alemanha anunciou que estava deixando a seleção, Maradona disse que "o momento é de colocar a bola no chão, para que as coisas sejam bem pensadas, sem pressa". Ele deu a entender que Pekerman se apressou ao deixar o cargo imediatamente após a desclassificação."Acho que temos de apoiar a Pekerman. É preciso ter respeito pelo que ele fez com relação a outros Mundiais", afirmou Maradona, recordando que Marcelo Bielsa teve seu contrato renovado com a Associação Argentina de Futebol mesmo com a Argentina tendo sido eliminada na primeira fase da Copa de 2002."A Argentina foi superior aos demais, respeitou a história e seu futebol. Atualmente, nem a Alemanha, nem a Itália, nem Portugal e nem a França são melhores que a Argentina. Nós íamos conquistar a terceira Copa", concluiu o ex-jogador.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.