John Sibley/Reuters
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Maradona diz que cargo em clube bielo-russo não impede que assuma time no México

Ídolo argentino é o presidente honorário do Dinamo Brest, e diz que acumulará funções nas duas equipes

Estadão Conteúdo

07 de setembro de 2018 | 14h54

Diego Maradona informou neste sábado que não terá problemas para comandar o Dorados de Sinaloa. O ex-jogador argentino foi anunciado na sexta-feira como novo técnico do clube da segunda divisão mexicana, mas ficou a dúvida se poderia assumir a equipe, já que em julho ele foi empossado como presidente honorário do Dínamo Brest, da Bielo-Rússia.

Pelo Facebook, Maradona publicou uma mensagem para explicar como conciliará as duas funções. Ele compartilhou uma mensagem do clube europeu em que diz que sua função presidencial é de popularizar o esporte, além de participar de campanhas para trazer patrocinadores ao clube. E em seu contrato informa que "está autorizado a ocupar cargos em organizações externas".

"Diego Maradona continua ocupando o cargo de presidente honorário do Dínamo Brest, ao mesmo tempo que será o técnico do Dorados, do futebol mexicano", diz a nota. Maradona será apresentado na próxima segunda-feira em Culiacán.

"Quero confirmar minha viagem ao México para assumir a direção técnica do Dorados. E que vou seguir sendo o presidente do Dínamo Brest. Estou feliz de assumir este novo desafio e de seguir ligado ao futebol, que é a minha vida", escreveu o ídolo argentino.

Dorados fica em Culiacán, capital do estado de Sinaloa, região afetada pela violência e fortemente influenciada pelo narcotráfico. "Estamos tentando fazer algo diferente e tratando de buscar dentro da ilógica do futebol algo lógico. Mas não há garantias. Mesmo trazendo um técnico qualificado não dá para afirmar o que acontecerá", disse o presidente da equipe Antonio Núñez.

Dorados pertence ao Grupo Caliente, do empresário e político Jogê Hank Rhon, que opera cassinos em todo o país e também é proprietário do Tijuana. O Dorados esteve por três temporadas em seguida na elite, entre 2004 e 2006. Curiosamente, Pep Guardiola, hoje treinador do Manchester City, encerrou sua carreira como jogador no Dorados, em 2006.

 

 

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