Marcos Brindicci/Reuters
Marcos Brindicci/Reuters

Maradona elogia Fidel e pede 'vida suficiente' a Chávez

Ex-craque argentino, sempre polêmico, ainda criticou Obama e os Estados Unidos

EFE

11 de agosto de 2011 | 22h08

BUENOS AIRES - Diego Maradona reiterou seu "respeito e admiração" pelo ex-governante cubano Fidel Castro e pediu que Deus "dê vida suficiente" ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para que os dois líderes continuem lutando contra os Estados Unidos.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira pela revista 'La Garganta Poderosa', o astro do futebol argentino elogiou também a gestão da presidente argentina, Cristina Kirchner, e declarou que a reeleição do prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri - opositor de Cristina -, demonstra quão mal estão os moradores da capital.

O ex-jogador argentino destacou que Fidel "é o único cara que respeita como político porque dedicou a vida e é o pai de todas as revoluções que empreenda o povo que quiser ir adiante".

"Em Cuba, não há luxos, nem televisores de plasma, mas todos comem", declarou Maradona. "Os ianques quiseram matar Fidel a cada dia e meio, mas não conseguiram. Cada vez que a CNN o matou, liguei para ele e me atendeu", disse.

"É preciso homenageá-lo com um monumento grande como uma casa. Ele vive para o povo", ressaltou Maradona, para quem Cuba, onde viveu por quatro anos para fazer reabilitação contra sua dependência a drogas, é o exemplo a seguir.

O ídolo argentino pediu "que Deus dê vida suficiente a Hugo Chávez" para que, com Fidel, possam continuar lutando contra o grande poder dos Estados Unidos. E criticou o presidente americano, Barack Obama.

"Mas (George) Bush foi o pior. Em Cuba, tinha a foto de Bill Clinton na tampa da privada. Um dia que Fidel veio me visitar, eu lhe disse: 'Olhe onde o tenho!'. E ele me respondeu que o que vinha era pior, referindo-se a Bush. E não estava equivocado", lembrou Maradona.

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