Maradona entra na Justiça para recuperar peças de museu

Ex-craque acusa empresário de reter indevidamente objetos que marcaram sua trajetória

Márcia Carmo, BBC

08 de janeiro de 2008 | 13h20

O ex-jogador argentino Diego Maradona entrou com uma ação na Justiça argentina para tentar recuperar 600 peças do museu itinerante M10, que reúne objetos que fizeram parte de sua trajetória no futebol, publicou nesta terça-feira o jornal El Cronista de Buenos Aires. Entre as peças do museu de Maradona estariam uma camiseta que ele usou no time infantil "Los Cebollitas", onde começou a carreira, troféus, a bermuda queusou na Copa do México de 1986, chuteiras com as quais marcou o seu último gol pela seleção argentina, um cinto dado por Pelé e presentes de Fidel Castro, entre outros. Maradona acusa o empresário Ernesto Texo de apropriar-se dos objetos cedidos pelo jogador ao museu, criado há cerca de cinco anos pela empresa de Texo e a Diegui, coordenada por Guillermo Coppola, ex-representante do jogador. No texto da apelação, segundo o jornal, o empresário é denunciado por "retenção indevida" e "abuso de confiança", acusações que poderiam levar a até seis anos de prisão. O jornal ressalta que a medida foi tomada porque o empresário não teria respondido às cartas de intimação judicial para que devolva os pertences ao ex-jogador. DINHEIROAlém da propriedade dos objetos, Maradona também não teria recebido o dinheiro prometido pela exposição de seus bens no museu, que percorreu países como México, Alemanha, Itália e várias províncias argentinas. Apesar disso, o advogado de Maradona, Guillermo Cardinalli, afirmou que o ex-craque não estaria reclamando pelo dinheiro não pago e sim pela recuperação dos seus objetos históricos. Maradona já havia tido problemas com seu ex-representante, Guillermo Coppola, responsável pela empresa Diegui, e a quem o ex-craque acusou de não pagar o que lhe correspondia. "Ele tirou o dinheiro das minhas filhas", chegou a afirmar na ocasião. ATITUDE POLÍTICANa Argentina, Maradona tem sido notícia, recentemente, por suas declarações políticas. Há cerca de quinze dias, ele disse que queria conhecer o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o que gerou reclamações públicas da comunidade judaica em Buenos Aires. "Já conheci (Hugo) Chávez e Fidel (Castro). Agora, só falta eu conhecer seu presidente", teria dito Maradona ao principal representante do Irã em Buenos Aires, Mhsen Baharvand, como publicou a imprensa argentina. Em resposta à controvérsia gerada pelas declarações, a ex-mulher de Maradona, Claudia Villafañe, disse que o ex-craque afirmou: "Não me meto em política e em religião, respeito todo mundo". As declarações do ex-jogador foram reproduzidas pela Agência de Imprensa Judaica (APJ, na sigla em espanhol), da capital argentina. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Tudo o que sabemos sobre:
Maradona

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.