Maradona entrou definitivamente para a história na Copa de 86

Na vitória sobre a Inglaterra, argentino marca um gol de mão e outro que é considerado o mais bonito das Copas

Enrique Escande, da Efe,

25 de outubro de 2007 | 13h12

O jogo mais importante da carreira de Maradona aconteceu no dia 22 de junho de 1986, sob o forte sol mexicano e quatro anos e oito dias após a rendição argentina diante dos ingleses na Guerra das Malvinas.   Veja também:   Vídeo do gol de mão de Maradona contra a Inglaterra   Vídeo do gol 'antológico' de Maradona contra a Inglaterra  Última partida profissional de Maradona completa uma década   Maradona cravou nesse dia, e de forma definitiva, seu nome na história do futebol, na vitória da seleção de seu país sobre a Inglaterra por 2 a 1 pela Copa do Mundo.   O "Pibe de Ouro" estava quase completando 26 anos, atuava havia quase dez anos como profissional e ainda disputaria mais 11 temporadas.   Aos 11 minutos do segundo tempo da partida contra os ingleses, pelas quartas-de-final do Mundial, Maradona venceu o goleiro Peter Shilton com a famosa "mão de Deus", jogada na qual deu um leve toque na bola com a mão esquerda para balançar a rede adversária.   O juiz tunisiano Ali Bennaceur, assim como muitos dos presentes no Estádio Azteca, pensou que o craque argentino havia marcado de cabeça, o que o levou a apontar para o centro do gramado apesar dos protestos dos jogadores comandados por Bobby Robson.   "Quando penso na Inglaterra não posso tirar da cabeça os meninos que morreram na Guerra das Malvinas", teria dito Maradona dias antes daquele jogo.   Entretanto, o craque argentino ainda tinha mais para mostrar. Quatro minutos depois do gol de mão, Maradona apresentou ao mundo sua obra-prima, um dos gols mais bonitos da história das Copas.   A jogada durou 10 segundos, tempo suficiente para que o ex-camisa 10 percorresse 60 metros com a bola dominada, driblasse seis ingleses e tocasse suavemente para o gol na saída de Peter Shilton.   "Sofri o gol mais lindo que alguém pode marcar. Até o sofri como amante do bom futebol que sou, pois deve ser o mais bonito da história das Copas", afirmou no dia seguinte o artilheiro inglês Gary Lineker.   "Fiz toda a jogada para te passar a bola, mas me pressionaram e não tive outra alternativa além de ir em frente", declarou Maradona para Jorge Valdano no vestuário após o confronto.   "Não posso acreditar", respondeu Valdano. "Fez tudo o que fez e, além disso, pôde ver quem ia pela esquerda do ataque. Não posso acreditar", afirmou.   Maradona continuou brilhando naquele Mundial. Diante da Bélgica, nas semifinais, o meia-atacante marcou duas vezes. Já na decisão contra a Alemanha ele conduziu a Argentina ao título.   Na final, o craque argentino deu um passe antológico para Burruchaga quando a partida estava empatada por 2 a 2 e faltava muito pouco para o apito final.   Burruchaga não desperdiçou o passe de Maradona e tocou com classe para vencer o goleiro Schumacher e marcar os 3 a 2 que garantiram a segunda Copa do Mundo para a Argentina.

Tudo o que sabemos sobre:
Diego Maradona

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.