Maradona está de volta a Buenos Aires

Diego Armando Maradona desembarcou na noite deste domingo em Buenos Aires, em meio a um forte esquema de segurança. Barbudo e mais gordo, o ex-jogador interrompeu o tratamento que realiza em Cuba, contra a dependência das drogas, para acompanhar na Argentina a formatura de de sua filha mais velha, Dalma. Além disso, ele planeja passar as festas de fim de ano com a família.Maradona estava internado desde o dia 20 de setembro no Centro de Saúde Mental (Censam), uma clínica cubana de alta segurança, especializada no tratamento psiquiátrico de veteranos de guerra. O plano é que ele fique apenas um mês na Argentina e, depois, volte para Cuba.O médico pessoal de Maradona, Alfredo Cahe, foi contra essa sua viagem para Buenos Aires. "Este não é o momento para que Diego regresse, já que o tratamento não pode ser suspenso nesta etapa", avisou.Vaivém - Esta é a segunda vez que o ex-jogador é tratado em Cuba. O primeiro tratamento começou em fevereiro de 2000, após uma overdose de cocaína no balneário uruguaio de Punta del Este. E foi até março de 2004.A interrupção aconteceu em outra viagem de Maradona para a Argentina. Em abril, ele teve uma nova overdose de cocaína. Durante os seis meses seguintes, o ex-jogador esteve em coma e às portas da morte, levando centenas de fãs a rezarem por ele nas portas das clínicas onde esteve internado em Buenos Aires.Maradona chegou até a fugir do tratamento para passar cinco dias de arromba na chácara de um amigo, onde empaturrou-se de croissants com creme. Internado novamente, foi colocado em uma clínica psiquiátrica.Rigorososos, os médicos da clínica não hesitaram em amarrar o astro à cama. Maradona, no entanto, não se adaptou e, aos prantos em uma entrevista à TV, pediu que o deixassem partir do país. Depois de solicitar ajuda até ao presidente Néstor Kirchner, que esquivous-se de dar qualquer apoio que não fosse moral, ele conseguiu que a Justiça liberasse sua partida.Ele viajou então novamente para Cuba, em setembro, com tratamento pago pelo próprio governo de Fidel Castro. Os médicos afirmam que esta é a última chance do ex-jogador para se recuperar. Resta saber se, na Argentina, ele vai resistir ao vício e às manias que o perseguem.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.