Maradona não se arrepende de acesso de raiva com jornalistas

O técnico da seleção argentina, Diego Maradona, disse na quarta-feira que não se arrepende dos insultos que proferiu contra jornalistas de seu país depois de classificar a equipe para a Copa do Mundo da África do Sul em 2010.

REUTERS

22 de outubro de 2009 | 10h34

Maradona, durante entrevista no estatal Canal 7, disse que reagiu com palavras vulgares com alguns jornalistas que o criticaram com más intenções, acusando-o de não trabalhar e de não estar preparado para ser técnico da seleção.

"Pedi perdão às mulheres, não aos que falam de futebol na televisão... foi um desabafo, mas não me arrependo. Depois quando nos classificamos eu disse o que disse, todos estão ofendidos... eu disse em um horário menos acompanhado por crianças", disse Maradona.

"Dei um beijo em minha mãe no dia das mães e lhe disse: 'se errei, peço perdão a vocês e a ninguém mais", afirmou.

A Argentina se classificou com tranquilidade para os Mundiais de 1998, 2002 e 2006, mas sofreu até a última rodada para carimbar seu passaporte rumo à África do Sul.

"Se ficássemos fora da Copa eu teria que ir morar no Haiti... o primeiro a ser fuzilado no paredão seria Diego Armando Maradona", disse.

O técnico explicou os motivos das diversas mudanças de jogadores que fez desde que assumiu o comando da seleção em novembro de 2008.

"Tínhamos um grupo, mas alguns ficaram de fora por baixo rendimento e outros por indisciplina. Chegamos a esses jogos com muitos jogadores de equipes nacionais que nos classificaram. Sabia que teria minha revanche, e por isso agora digo 'vocês erraram'", exaltou Maradona.

(Reportagem de Luis Ampuero)

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