Ricardo Mazalan/AP
Ricardo Mazalan/AP

Maradona nega racismo em gesto para torcedor sul-coreano em jogo da Argentina

Ao ter o nome gritado por sul-coreanos, ídolo argentino sorriu e puxou os olhos; gesto é considerado racista

Estadão Conteúdo

17 Junho 2018 | 08h06

Diego Maradona veio a público para negar que tenha protagonizado ato racista na estreia da sua Argentina na Copa do Mundo, contra a Islândia, no sábado, em Moscou. O ídolo argentino fez um gesto com as mãos puxando seus olhos ao avisar sul-coreanos vestindo a camisa da seleção sul-americana. Segundo ele, foi apenas uma expressão facial para cumprimentar os torcedores asiáticos.

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"Eu entendo melhor que muita gente que numa Copa do Mundo as pessoas estejam buscando notícias em todos os cantos. Mas eu quero fazer um esclarecimento: hoje [sábado], no estádio, diante de diversas demonstrações de afeto das pessoas, eu vi um grupo de pessoas que nos filmavam. Era um garoto asiático vestindo uma camisa da Argentina. Eu, de longe, tentei mostrar a eles como era legal ver até asiáticos torcendo por nós. E isso foi tudo, pessoal", declarou Maradona, nas redes sociais.

 

De acordo com jornalistas de um canal de TV britânico, Maradona fez o gesto ao ver seu nome gritado por torcedores sul-coreanos. Jacqui Oatley, apresentador da BBC, disse nas redes sociais que Maradona "deu um sorriso, mandou um beijo e acenou [aos torcedores. Em seguida, puxou seus olhos para trás, num claro gesto racista".

Os estatutos da Fifa proíbem atos de discriminação por parte dos times, oficiais e torcedores nos jogos. Em resposta a uma solicitação da agência de notícias Associated Press, a Fifa citou suas regras que combatem qualquer discriminação, mas evitou comentar o episódio protagonizado por Maradona.

Antes, o ídolo argentino havia se desculpado por ter fumado um charuto na área VIP do Spartak Stadium, que recebeu a estreia da Argentina. A Fifa proíbe fumar em todos os estádios da Copa do Mundo.

 

 

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