Eduardo Di Baia/AP
Eduardo Di Baia/AP

Maradona nega renúncia e cobra respeito da imprensa

Treinador afirma que deixará claro quando achar que chegou o seu momento de abandonar o cargo

Agencia Estado

08 de outubro de 2009 | 20h04

O treinador Diego Maradona negou nesta quinta-feira que tenha cogitado a hipótese de renunciar da seleção argentina, como chegou a especular a imprensa nas últimas semanas. Incisivo, ele cobrou respeito dos jornalistas e disse que deixará claro quando achar que chegou o seu momento de abandonar o cargo.

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"Eu digo que tenho uma reunião e vocês dizem que vou embora. Se eu tenho uma reunião, é porque eu tenho uma reunião. Isto não significa que vou renunciar, ou que estou desistindo", afirmou Maradona em entrevista coletiva. "Fizemos uma reunião pra acertar algumas detalhes e é isso que farei outras vezes. Em nenhum momento falei que iria renunciar".

Até então tranquilo durante a entrevista, Maradona elevou o tom de voz ao pedir postura diferente da imprensa. "Vocês precisam apenas reproduzir o que digo e parar de interpretar. Quando achar que chegou a hora de sair, eu mesmo venho e falo claramente para vocês. Respeito o trabalho de vocês e vocês precisam respeitar o meu", exigiu o treinador.

A Argentina faz no sábado confronto decisivo contra o Peru, em casa, em que um mau resultado pode tirá-la da Copa do Mundo. Apesar da suspeita de que os peruanos, já eliminados, possam aceitar dinheiro, Maradona está convicto de que não haverá mala branca. "Quando onze jogam contra onze, ninguém pode oferecer nada a ninguém. Todos estão em campo jogando por suas vidas. Acho que se criou uma confusão desnecessária", opinou o treinador, que também pediu cuidado com o ataque adversário.

"O Peru tem uma boa equipe, é perigoso quando ataca, mas não tão seguro na defesa. Se os peruanos vencerem, será por mérito. Mas queremos ganhar, porque precisamos muito da vitória", completou.

Maradona também elogiou o meia Pablo Aimar, uma das principais surpresas de sua última convocação, e disse que está ansioso para vê-lo atuar ao lado de Messi. "Adoro ver o Pablito (Aimar) jogar. Ele tem talento, arrancada, sabe tocar de primeira. Acho um desperdício ficar de fora, então convocamos. Quando ele se juntar com Messi, teremos grandes momentos", apostou o treinador.

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