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Maradona presenteia juiz que validou gol com a 'Mão de Deus', em 86

Em Túnis, Diego dá camisa autografada ao 'amigo eterno'

Rodrigo Cavalheiro, Correspondente em Buenos Aires, O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2015 | 18h18

O ex-jogador Diego Maradona visitou na Tunísia o árbitro que lhe deu a maior mão de sua carreira, na partida contra a Inglaterra, nas quartas de final de 1986, no México. Tão logo postou nesta segunda-feira, 17, duas fotos com o juiz Ali Bennaceur, o encontro ganhou os sites dos principais jornais argentinos. O gol diante da Inglaterra, feito com a mão esquerda aos 6 minutos do segundo tempo, foi batizado horas depois do jogo quando Maradona, questionado como havia marcado, disse que havia sido "a mão de Deus". Nos minutos seguintes à partida, ele jurou que havia cabeceado a bola, como pareceu ao juiz naquele 22 de junho.    

"Este fim de semana visitei Túnis, e tive um reencontro muito emocionante com Ali Bennaceur, o árbitro da partida contra a Inglaterra, no Mundial do México de 1986. Eu lhe dei uma camiseta argentina, e ele me deu a foto daquele jogo, que pendurava em sua casa. Minha dedicatória: "Para Ali, meu amigo eterno", escreveu em sua página oficial. Seis horas depois de publicadas, as imagens tinham 33 mil curtidas e 5 mil compartilhamentos.

No mesmo jogo, quatro minutos depois, Maradona marcou o gol eleito pela Fifa como o mais bonito da história dos Mundiais, quando driblou seis adversários partindo de seu próprio campo. No restante do jogo, seu desempenho foi regular. Maradona conduziu a Argentina naquele ano ao seu segundo e último título Mundial. Em 1990 e 2014, os argentinos perderam a final para a Alemanha.

Três anos antes daquela partida, os argentinos haviam sido derrotados pelos britânicos na Guerra das Malvinas e consideravam o duelo uma revanche que extrapolava o campo esportivo. A maior reivindicação internacional do governo argentino é a soberania sobre as ilhas, chamadas de Falklands pelos britânicos. Embora a maioria da população idolatre Maradona, parte cita o gol irregular como um marco da fragilidade moral de sua sociedade e condena sua exaltação como um exemplo. Os que defendem o recurso usado por "El Diez" costumam considerar a Inglaterra seu maior rival no esporte, à frente do Brasil.

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