Maradona revela desejo de ser técnico do Napoli

Depois de mais de oito anos, Diego Maradona está de volta à Itália. Nesta quinta-feira, o craque reuniu uma multidão de jornalistas para o "Maradona Day", promovido pelo jornal Gazzetta dello Sport, que recebeu o argentino para uma visita à sua redação em Milão. O rebuliço é porque esta é a primeira vez que o ex-jogador fala com a imprensa italiana depois de quase uma década.

AE, Agência Estado

17 de outubro de 2013 | 13h09

O craque havia deixado de frequentar a Itália depois que foi condenado a pagar 40 milhões de euros, cerca de R$ 100 milhões, somente em impostos que ele não recolheu na sua passagem pelo Napoli, entre 1984 e 1991. Maradona só voltou ao país numa estadia de um dia em fevereiro - o suficiente para ser recepcionado como herói em Nápoles.

Agora a passagem pela Itália vai incluir a ida ao Estádio Olímpico de Roma para assistir ao clássico Roma x Napoli, nesta sexta, valendo a liderança do Campeonato Italiano. Antes disso, Maradona falou sobre diversos assuntos. Como sempre, foi polêmico.

"Quando (Rafa) Benítez sair eu quero treinar o Napoli", disse ele, antes de explicar por que está desempregado. "Existem vagas em todos os lugares, da Espanha à Itália, da Inglaterra à Rússia, mas algumas pessoas têm medo de mim. É por isso que não estou treinando."

Sobre Messi, Maradona afirmou que o atual melhor jogador do mundo não o decepcionou na Copa do Mundo de 2010, quando o ex-atleta era o técnico da Argentina. "Ele fez um Mundial extraordinário. Quando fomos eliminados, eu o vi chorar como ninguém. Espero que tenha sua vingança no Brasil, mas vai ser difícil jogar contra Brasil e Espanha", apontou. Para ele, o compatriota é melhor que Cristiano Ronaldo: "O português bate na bola como o argentino, mas Messi pode passar no meio de cinco jogadores. Ronaldo, não".

O jeito polêmico de Mario Balotelli, que em muito lembra Maradona, também foi elogiado pelo craque. "Todos agem como bem querem, como veem a vida. Balotelli deve ser deixado em paz. Ele sabe o que é melhor para ele. O técnico tem que julgá-lo pelo que faz em campo. Gosto do seu jeito. Quando estava no Manchester City, me enviou uma foto com o ex da minha filha (Higuain) e me fez rir", contou.

Lógico que não faltou polêmica sobre Pelé: "Eu venci pelo votos das pessoas (o prêmio de jogador do século, em votação no site da Fifa). Pelé ficou em segundo, assim como no Brasil, onde o Ayrton Senna ganhou como melhor atleta de todos os tempos. Mas como eu ganhei, os amigos do Pelé tiveram que dar para ele outros prêmios, que não valem p... nenhuma".

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