Andres Stapff/Reuters - 14/10/2009
Andres Stapff/Reuters - 14/10/2009

Maradona tirou jogadores por indisciplina e não se arrepende

'Há cinco anos não uso drogas, cinco anos ou mais, também não vou a danceterias', declarou o técnico

Ansa

22 de outubro de 2009 | 09h38

O técnico Diego Armando Maradona disse que excluiu jogadores da seleção argentina durante as Eliminatórias do Mundial de 2010 "por indisciplina", insistiu em dizer que não se arrepende do que disse à imprensa e atacou "as corporações de mídia".

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"Tínhamos baixos rendimentos [equipe argentina] e tive que excluir alguns por suas atuações, e outros por indisciplina. Tive que fazer um novo grupo e chegamos [às partidas decisivas] com muitos jogadores de clubes argentinos", explicou Maradona, referindo-se à "indisciplina tática" e ao fato de que alguns jogadores "não dão ouvidos ao que você quer dentro da equipe".

Como exemplo, ele citou o caso de Ezequiel Lavezzi, do Napoli. "Não coloquei Lavezzi em nenhuma partida, mas ele era o primeiro a incentivar o grupo, levava cds e inventava músicas. Esses são os jogadores que temos que ter, não precisamos de um craque de mau humor".

Maradona fez tais declarações em entrevista a um programa do Canal 7, emissora estatal argentina. Na última convocação da seleção, ele deixou de fora os jogadores Fernando Gago (Real Madrid), Javier Zanetti (Inter) e Maxi Rodríguez (Atlético de Madrid), entre outros. Nos dois últimos jogos a Argentina bateu o Peru, por 2 a 1, e o Uruguai, por 1 a 0.

Sobre as declarações polêmicas contra a imprensa após a vitória contra a seleção uruguaia e que carimbou o passaporte da Argentina para a Copa do Mundo da África do Sul, Maradona disse não se arrepender.

"Foi um desabafo, mas não me arrependo. Perguntei a Tota [mãe do técnico] se me equivoquei e lhe disse que se tivesse me equivocado, lhe pedia perdão. E ela me disse que eu estava bárbaro", contou.

O ex-jogador argentino também falou aos jornalistas do programa que sua vida tem sido a seleção. "Há cinco anos não uso drogas, cinco anos ou mais, também não vou a danceterias. Minha vida passa pela seleção argentina, Vero [Veronica, sua atual companheira] entende, minhas filhas, minha mãe", disse.

O argentino ainda criticou a "corporação midiática", argumentando que alguns empresários da mídia o atacam porque ele não os apoiou "na tentativa de se apoderarem da AFA" [Associação do Futebol Argentino] e falou de "uma guerra entre gigantes" para referir-se ao conflito entre o governo e o grupo Clarín, dono do maior conglomerado de veículos de comunicação do país.

Para o Mundial do próximo ano, o treinador disse que o jogador que quiser ir para a África do Sul deverá demonstrar isso, "terá que monstrar que pode bancar [suportar] um Mundial. Não é fácil, nem a convivência, nem os treinamentos, as lesões etc. Tem que haver um bom grupo e serão apenas 23 jogadores", explicou.

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