Maratona de São Paulo aumenta desafio

A Maratona Internacional de São Paulo é um desafio pelo percurso, considerado de grande dificuldade pelos corredores. São 42 km e 195 m pelas ruas da cidade e no caminho estão subidas, muitas curvas quando os corredores passam pelo campus da Universidade de São Paulo, e quatro túneis, locais com menor oxigenação. Este ano, na 10.ª edição da prova, o desafio é ainda maior. A Maratona de São Paulo, domingo, será a última chance para a obtenção do índice olímpico na prova. O dia 2 de maio é a data limite fixada pela Confederação Brasileira de Atletismo para a escolha dos três maratonas brasileiros em Atenas, os melhores tempos dentre os atletas que têm índice (tempo inferior a 2h15min). O goiano Genílson da Silva (Cruzeiro), que ganhou a Maratona de São Paulo no ano passado, com o tempo de 2h16min26, disse, hoje, que vai correr pelo índice olímpico, apesar das dificuldades do percurso. Genílson terá de obter tempo inferior a 2h11min28, marca de Rômulo Vagner (Cruzeiro), atualmente o terceiro brasileiro classificado para a Olimpíada - os outros são Vanderlei Cordeiro de Lima (BM&F Atletismo/Pão de Açúcar), com 2h09min39, e André Luís Ramos, com 2h09min58. "Tenho 37 anos e acho que é minha única chance. Seria minha primeira e última Olimpíada", afirma Genílson que treina em Goiânia. José Telles de Souza não mostra a mesma confiança de Genílson e afirma que para conseguir o índice em São Paulo o fundista terá de estar "em um dia muito inspirado". "Não é bom pensar que não dá. Se for assim, é melhor ficar em casa. Estou bem preparado, acho que esse ano o nível será mais equilibrado, com vários atletas querendo o índice. "Não vai ser como no ano passado em que eu disparei na frente sozinho." Genílson, assim como William Gomes Amorim, que também vai tentar o índice, disse que correu a Maratona de Miami, em fevereiro, para obter sua classificação. "Corri embaixo de chuva e não consegui. Pensei em fazer a Maratona de Paris, mas decidi investir em São Paulo." Também um pelotão de garotas pensa no índice. Marlene Fortunato (Brasil Telecon/Mizuno), que já está classificada (2h35min13), tentará melhores sua marca. Márcia Narloch, que tem o melhor tempo do País (2h29min59) entre os índices não deverá ser ameaçada, nem pela vencedora do ano passado, Maria do Carmo Arruda, que fará a 8.ª maratona da carreira, e nem pela veterana Maria das Graças Silva Moreira, de 36 anos, que fará sua 21.ª maratona. As estreantes em provas de 42 km Marily dos Santos e Sirlene de Souza Pinho, querem adquirir experiência, mas Maria do Carmo e Maria das Graças pensam em correr ainda que seja para ficar com a terceira vaga olímpica.

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