Marcelinho dará sua versão amanhã

Logo após o treino da parte da manhã no CT de Itaquera, Marcelinho Carioca desapareceu. Sabia que a repercussão das denúncias de que ele teria passado informações aos jornalistas sobre a reunião de Extrema seria enorme. Desligou o telefone celular e mandou avisar, por intermédio de seu procurador, James Fernando, que dará uma entrevista coletiva amanhã, às 10 horas, no CT do clube, em Itaquera, na zona leste. Antes de viajar esta noite para Santiago, onde o time jogará na quinta pela Mercosul, o vice-presidente Antônio Roque Citadini já tinha deixado ordens para que Marcelinho fosse treinar amanhã pela manhã.Dizendo estar ?estarrecido?, o dirigente prometeu tomar uma providência na volta a São Paulo, na sexta-feira à noite. ?Tudo isso é lamentável. Quero ter serenidade para tomar uma decisão que a situação exige?, afirmou. O técnico Luxemburgo, que agora acumula a função de supervisor de futebol do clube, não quis comentar o assunto. ?Só quero pensar no jogo contra o Colo Colo.? O zagueiro Batata, que, segundo as informações que teriam sido passadas por Marcelinho Carioca aos jornalistas, tentou agredir Ricardinho na reunião em Extrema, repetiu que nunca teve motivos para bater no meia. "O Ricardinho é meu amigo e eu nunca disse que ele é o ?dedo-duro? do Luxemburgo. Freqüento a casa dele. Quando o time voltar do Chile, vamos querer ouvir o Marcelinho. Queremos ouvir a versão dele para tudo isso", avisou o zagueiro. O atacante Paulo Nunes também prefere ouvir o que Marcelinho tem a dizer. E avisa que será uma grande decepção caso fique confirmado que o colega é mesmo um delator. "Conheço o Marcelinho desde os 14 anos. Começamos a carreira juntos no Flamengo. Vou ficar muito decepcionado se ele fez isso mesmo." Ricardinho, pivô da história, foi evasivo no aeroporto. "Agora, só quero pensar no Colo Colo."

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