Marcelinho perdoa ex-companheiros

Marcelinho foi embora para o Japão, mas garantiu que seu ciclo no futebol brasileiro ainda não terminou. Daqui um ano ele promete voltar, e até admitiu a possibilidade de jogar novamente no Corinthians. "Não me vejo vestindo outra camisa", afirmou o atleta, no início da madrugada de hoje, em Cumbica, pouco antes do embarque. "A camisa do Corinthians continua sendo a segunda pele." O meia "inocentou" Ricardinho e Scheidt, seus desafetos no clube do Parque São Jorge, preferindo disparar a munição contra o ex-técnico do Corinthians, Vanderlei Luxemburgo, atualmente, no Palmeiras. "Os jogadores não tiveram culpa no episódio", disse o meia referindo-se a briga que teve com os ex-companheiros. "Eles foram manipulados pelo comandante, que nem está mais lá. Foi mandando embora, e agora está no inimigo", disse o meia, referindo-se a Luxemburgo, evitando citar o nome do treinador. Marcelinho acertou um ano de contrato com o Gamba Osaka. Ele viajou em companhia de Magrão, ex-São Caetano, outro reforço do clube japonês. Os dois deverão formar a dupla de ataque do time de Osaka. Marcelinho virou atração na ala internacional do aeroporto. Deu autógrafos, tirou fotos com torcedores, e durante as entrevistas demonstrou uma certa tristeza por deixar novamente o País. Ele já teve uma experiência na Espanha, mas voltou para o Corinthians, em uma operação que contou com a Federação Paulista de Futebol (FPF). O presidente da entidade, Eduardo José Farah, até tentou, há dias, uma reaproximação entre o jogador e o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, em um encontro na FPF. "Dualib pediu desculpa pelo meu afastamento do Corinthians. Reconheceu que houve precipitação da diretoria ao tomar a decisão", afirmou Marcelinho. Antes de entrar na sala de embarque, ele mandou um recado para o técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari. "Se ele quiser contar comigo na Copa, estarei perto da seleção."

Agencia Estado,

18 de janeiro de 2002 | 18h07

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