Marcelinho tem novo desafio amanhã

Dos inúmeros desafios que Marcelinho Carioca já enfrentou nesses quase oito anos de Corinthians, o de amanhã diante do Coritiba, pela Copa dos Campeões, em João Pessoa, tem um único inconveniente: jogar como atacante. Marcelinho odeia quando tem de mudar as suas características para atender a uma necessidade do time. Ele não diz abertamente isso mas deixa claro que jogar tão próximo da área não é a sua. "Vou colaborar e farei o possível para ajudar o Corinthians, mas não posso ser visto como o salvador da Pátria". Nas palavras do jogador está embutida também uma preocupação extra: Marcelinho teme que a sua responsabilidade seja maior do que a de seus companheiros. "Aqui no Corinthians ninguém ganha sozinho e ninguém perde sozinho. A responsabilidade tem de ser dividida. Eu não jogo com 11 camisas sobre os meus ombros". A volta de Marcelinho também coincide com outro momento dramático da equipe. Com a derrota para o Coritiba no primeiro jogo (1 a 0), a partida de amanhã se transformou numa verdadeira decisão para o Corinthians. Uma eventual eliminação precoce na Copa dos Campeões seria uma tragédia tão grande quanto a perda da Copa do Brasil em pleno Morumbi, para o Grêmio. Tudo isso, aliado ao fato de Marcelinho ter que jogar improvisado como atacante, faz desse jogo um desafio a parte para o jogador. "Quem joga no Corinthians tem de se acostumar a jogar sob pressão", alerta o atacante. Apesar das inúmeras dificuldades, Marcelinho aposta no poder de reação da equipe. "O Corinthians ainda não está morto na competição". Ele próprio também não pretende se render ao desafio de jogar improvisado como atacante. Do técnico Wanderley Luxemburgo Marcelinho já ouviu uma frase que lhe trouxe um ânimo extra. "Não quero você jogando enfiado entre os zagueiros". Na prática, isso significa que Marcelinho terá total liberdade para se movimentar por todos os setores do ataque. "Não sou um velocista como o Éwerthon. Meu forte é o toque de bola, é o jogo curto, trabalhado. Não tenho porte físico para jogar de costas para o gol, como faz o Luizão. Por isso é que o Wanderley me deu liberdade para eu jogar mais solto, atrás dos dois cabeças-de-área deles".

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