Mauro Pimentel / AFP
Mauro Pimentel / AFP

Marcelo Oliveira destaca persistência do Fluminense para furar retranca uruguaia

"Como técnico e como jogador, já enfrentei retrancas fortes, mas como essa, sinceramente, não"

Estadão Conteúdo

03 Agosto 2018 | 10h29

A vitória do Fluminense sobre o Defensor por 2 a 0, na noite de quinta-feira, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, foi conquistada com gols nos últimos minutos. Após obter a vantagem no jogo de ida da segunda fase da Copa Sul-Americana, o técnico Marcelo Oliveira destacou a persistência e a entrega em campo de seu time para furar a retranca armada pela equipe do Uruguai.

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"Como técnico e como jogador, já enfrentei retrancas fortes, mas como essa, sinceramente, não. A gente respeita e até entende a estratégia do Defensor, mas tivemos 85% de posse de bola, é assustador", afirmou Marcelo Oliveira. "Eles estavam tentando o empate aqui, uma bola parada para levar o jogo para lá e tiveram só uma finalização. Faz parte do futebol, os times uruguaios têm essa característica de marcação forte, mas também têm essa provocação de ficar caindo, nitidamente eles têm essa orientação, e jogam retrancados contra os times brasileiros".

O treinador tricolor vibrou bastante com a vitória por dois gols de diferença, que dá uma boa vantagem para o jogo da volta, daqui duas semanas, no Uruguai. Mas disse que nada está ganho. "É uma vantagem não definitiva, mas considerável. Nós soubemos ter paciência suficiente para chegar aos gols e no segundo tempo melhorou a jogada individual. Além disso, tivemos mais jogadas no lado do campo, no recuo do Sornoza como volante, na chegada de trás, e o Jadson na direita no lugar do Léo. A mudança foi necessária e premiou o time que tentou ganhar. Mas não está nada decidido, temos o segundo jogo para tentar a classificação no Uruguai", disse.

Marcelo Oliveira destacou também a atuação do meia equatoriano Junior Sornoza, que marcou um gol olímpico no final da partida. "O Sornoza está entrando em sua melhor forma, é um jogador importante, criativo, que bate na bola parada muito bem, que tenta o chute de fora. Estava muito marcado e ficou com espaço reduzido, mas foi muito importante na articulação e acabou sendo premiado com o gol olímpico", completou.

 

 

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