Daniel Teixeira/ Estadão
Daniel Teixeira/ Estadão

Marcelo Oliveira nega preocupação com demissão no Palmeiras

Técnico diz que está acostumado a conviver com pressão

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2015 | 11h32

A segunda derrota consecutiva do Palmeiras no Campeonato Brasileiro fez com que a pressão e as cornetas soassem ainda mais altas em direção ao técnico Marcelo Oliveira, que chegou a ser chamado de "burro" por alguns torcedores durante a partida contra a Ponte Preta, na última quarta-feira. Além disso, o diretor de futebol, Alexandre Mattos, também criticou publicamente a equipe. Entretanto, o treinador não parece preocupado com as cobranças e lembra de um passado recente, quando o time foi bem em suas mãos.

"É assim que funciona. A pressão existe desde que estou aqui. Ficamos oito jogos sem perder e vi pessoas cobrando porque tínhamos que continuar naquela boa sequência. Me preparei para ser técnico de futebol e trabalhar muito, com lealdade, independente do que acontecer externamente. Estamos chateados tanto quanto o torcedor, então temos que recuperar rapidamente o caminho das vitórias", disse.

Para demonstrar que não existem motivos para tanta preocupação, Marcelo Oliveira lembrou que o Palmeiras é semifinalista da Copa do Brasil e ainda luta por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro.

"Por mais que o Palmeiras seja inconstante, tivemos momentos bons e outros nem tanto, mas estamos brigando. Agora é esperar o resultado do Santos, que caso não vença (o Grêmio, quinta-feira, em Porto Alegre), fica praticamente a mesma coisa", analisou, para em seguida, admitir a atuação ruim diante da Ponte. "Tínhamos quase a obrigação de fazer algo melhor do que foi feito".

Após o jogo, Alexandre Mattos deu entrevistas deixando claro que espera por uma nova postura já na partida contra o Avaí, no próximo sábado, e afirmando que não aceita mais o uso das lesões como explicação para os resultados ruins. O dirigente garantiu, ainda, que acredita na qualidade do time. "Com esses jogadores conseguimos bons resultados", justificou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.