Marcinho, discreto, chega ao Palmeiras

A cerimônia oficial de apresentação de Marcinho pelo Palmeiras não teve nada de pompa. O único indicativo de extravagância partiu do diretor de futebol Salvador Hugo Palaia, que apresentou o reforço como sendo ?de Seleção Brasileira?, o que não deixa de ser verdade. Fora isso, o atacante seguiu o mesmo protocolo utilizado nas últimas apresentações. Foi apresentado na sala de imprensa, posou para os fotógrafos com a camisa número 8, e concedeu uma coletiva ali mesmo, em pé, sem a presença do presidente Afonso Della Monica, que passou a tarde viabilizando a contratação de Paulo Baier, do Goiás, e a saída de Diego Souza, para o Vasco.Nas entrevistas, Marcinho repetiu o discurso da grande maioria. Disse que chega ao Palmeiras com dois objetivos: conquistar a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. Sua apresentação aos novos companheiros também não foi demorada. O novo reforço foi recebido pelo grupo no centro do campo número 1 da Academia de Futebol antes do treino, e só.Mais interessante do que a entrevista oficial foi a conversa descontraída com os jornalistas. O jogador lembrou uma passagem curiosa na época em que os dirigente do Palmeiras e do São Caetano discutiam sua transferência. Marcinho imaginou que o Palmeiras o estava contratando para repassá-lo a um clube de fora. "Até perguntei (ao vice-presidente José Cyrillo Júnior e ao diretor de Futebol Salvador Hugo Palaia) se o Palmeiras pretendia me repassar para algum outro clube. Fiquei bem mais tranqüilo quando me responderam que eu estava sendo contratado para ficar, para cumprir todo o contrato".Márcio Miranda Freitas Rocha Silva, 24 anos, assinou contrato por três anos e uma cláusula de preferência por mais dois. Para o atacante, esse vínculo vai lhe dar a segurança que ele não teve na época do Corinthians, em 2002, quando jogou no Parque São Jorge por seis meses e teve de voltar ao Paulista de Jundiaí porque não quiseram pagar R$ 300 mil pela prorrogação do empréstimo. Em seguida, o jogador transferiu-se para o São Caetano, onde jogou por dois anos. "No São Caetano assinei um contrato longo e tive a mesma segurança que terei no Palmeiras. E isso me dá a certeza de que terei todas as condições para retribuir ao clube a confiança depositada em mim".Marcinho só não sabe ainda como será chamado no Palmeiras, que já tem outro Marcinho - o volante. "O nome é o que menos importa. O que interessa é a relação entre o clube, os companheiros e a torcida".Sobre a torcida, o atacante dedicou um capítulo à parte. "É uma torcida muito motivadora. Vai ao campo, cobra, quer o time vencendo. De minha parte, farei o possível para retribuir com gols, vitórias e títulos". E com certeza já deve ter conquistado o torcedor quando se referiu ao seu primeiro encontro com o Corinthians. "Farei de tudo para dar a vitória ao Palmeiras. De preferência, fazendo gol".Marcinho será um dos três reforços do Palmeiras para a segunda fase da Libertadores. Os outros dois são Washington e Juninho Paulista. Portanto, não poderá jogar nesta quarta-feira, contra o Cerro Porteño (PAR), no Parque Antártica. A estréia será contra o Paraná, domingo.

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