Marcinho festeja boa fase no São Caetano

O São Caetano é um time de muita pegada, muita marcação, mas um jogador tem mais liberdade para criar e pode ousar no meio-campo do time do ABC: Marcinho, ex-jogador do Corinthians e do Paulista de Jundiaí, e que atravessa uma ótima fase sob o comando do técnico Muricy Ramalho. "Com certeza, é a minha melhor fase como jogador profissional. Aqui no São Caetano encontrei todas as condições para praticar meu futebol. Espero que consigamos dar o primeiro título do clube", disse Marcinho, após o treino de nesta quinta-feira, no Anacleto Campanella. Uma forma de definir o pensamento tático de cada treinador que passou pelo São Caetano é analisar o posicionamento de Marcinho. "O Mário Sérgio me colocava na frente e o resto atrás. Com o Tite, ele jogava com dois atacantes. Agora com o Muricy, nós jogamos praticamente com três atacantes, sendo que eu venho mais de trás com a bola." Nesta quinta-feira, Muricy comandou um treino coletivo secreto, fechado à imprensa, e os jogadores evitavam comentar detalhes do treino e do posicionamento tático. Porém, a tendência é de Marcinho, Fabrício Carvalho e Warley começarem jogando contra o Santos, na Vila Belmiro, no jogo de ida do Campeonato Paulista. Marcinho faz muitos elogios aos companheiros de ataque. "O Fabrício é uma referência no ataque para mim. E o Warley é um jogador muito inteligente. Dessa forma, nosso time tem criado muitas oportunidades." Suas boas atuações já chamaram a atenção dos adversários, que têm feito marcação individual sobre o jogador. "Foi assim contra o União São João, América e o São Paulo. O Alexandre não desgrudava de mim. A cada jogo isso vai ficando pior", reclamou o jogador, que tem a receita para fugir da marcação. "É preciso muita movimentação." O jogador não tem saudades dos tempos de Corinthians. "O Parreira (Carlos Alberto Parreira, técnico da época) já tinha uma equipe formada e dificilmente iria mexer nela. Ele não iria tirar o Deivid para me colocar. Eu tentava aproveitar as oportunidades. Entrava só no segundo tempo, faltando dez minutos. Eu sentia que a torcida gostava de mim." O maior problema, no entanto, foi financeiro. O Corinthians havia conseguido a classificação para a Libertadores e queriam renovar o empréstimo sem gastar nada, entendendo que o time seria uma vitrine para Marcinho. "O Paulista estava num momento financeiro difícil e então entrou o São Caetano e cobriu a proposta, comprando 75% do meu passe", contou o jogador, que tem contrato até 2008. Na defesa, o técnico Muricy Ramalho ainda mantém o mistério sobre o aproveitamento de Dininho, que se recuperou de contusão, na zaga do time. Se Dininho entrar, as chances de o técnico repetir o 3-5-2 utilizado contra o São Paulo são grandes. Caso contrário, a tendência é manter o 4-4-2. Muricy tem aproveitado a semana para preparação do time, uma vez que o time não teve compromissos pela Taça Libertadores. "Foi ótimo. Precisamos ter um tempo assim para mexer na equipe. Nesta sexta-feira faremos o apronto final e vamos definir a equipe."

Agencia Estado,

25 de março de 2004 | 18h55

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