Márcio Fernandes quer evitar euforia no Santos

Treinador não quer saber de relaxamento e fala que ainda existe risco de queda à Série B

Sanches Filho, Agencia Estado

20 de outubro de 2008 | 20h57

O Santos está cada vez mais perto de se livrar por completo da ameaça de rebaixamento para a Série B, principalmente depois de ter conseguido no sábado a segunda vitória fora de casa no Brasileiro, 1 a 0 sobre o Botafogo, no Engenhão. Mas o técnico Márcio Fernandes não quer saber de relaxamento. "Perigo ainda existe, porque são mais oito jogos e vamos precisar ter atenção em todos eles para evitar surpresas desagradáveis", avisou.Veja também:STJD tira Fabiano Eller dos jogos contra Figueirense e SportElenco do Santos folga após derrotar Botafogo no RioCuevas não tem lesão e deve enfrentar o Figueirense Dê seu palpite no Bolão Vip do LimãoComo recompensa pelo bom desempenho da equipe no Rio, ele cancelou o treino que estava marcado para as 16h30 desta segunda-feira no CT Rei Pelé, dando mais um dia de folga aos jogadores. Mas, por enquanto, não vê razão para festa. "Se quando o time estava naquela situação difícil eu dizia que não havia motivo para desespero, agora não vejo razão para euforia. Aprendi com o mestre Cilinho que, se Deus nos deu o dom de jogar futebol, é preciso trabalhar com alegria, mas sem exageros."Fernandes foi a solução que o Santos encontrou, no momento de maior sufoco, onde menos havia procurado: em casa. Sem imitar os profissionais de ponta, a sua primeira providência ao ser efetivado no lugar de Cuca foi substituir os coletivos por treinos técnicos. "Encontrei tudo desarrumado e precisava pelo menos posicionar os jogadores em campo, com seguidos treinos técnicos. Fazer coletivo do jeito como as coisas estavam seria o mesmo que empurrar o lixo para debaixo do tapete."

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