Márcio Mossoró não quer deixar o País

A pouca experiência de grande parte dos jogadores do Paulista - sete dos onze titulares foram formados nas categorias de base do próprio clube - em decisões parece não estar pesando na final que começou a ser disputada quarta-feira, em Jundiaí, com vitória dos donos da casa sobre o Fluminense, por 2 a 0. Mossoró e Léo, autores dos gols, têm discurso de veteranos quando falam sobre o atual momento da carreira e a possibilidade de conquistar o título inédito da Copa do Brasil, dia 22, em São Januário. Márcio Mossoró, o mais assediado do elenco por empresários e clubes do Brasil e da Europa, garante que não existe ansiedade de uma transferência, e admite até não querer deixar o Brasil este ano. "Me caso em agosto e não gostaria de deixar o Brasil agora. Prefiro ainda passar por um clube de Série A e me firmar no cenário nacional. Dinheiro é conseqüência do bom trabalho e virá de qualquer forma", disse. E completou: "Já no Paulista eu não devo ficar, mas tenho muita gratidão por este clube e só saio se for lucrativo para eles". No seu breve currículo, Mossoró já tem uma final de Campeonato Paulista, em 2004, contra o São Caetano, na qual debutou como titular no primeiro jogo, na época sob o comando de Zetti. Para o meia, aquela experiência tem sido fundamental para sua nova fase. "Já sei o sabor de ficar em segundo, agora quero ganhar e ser campeão". Ao contrário dele, Léo já teve chances como titular por diversas vezes quando ainda atuava pelo Guarani. Foi lançado no time muito cedo, aos 17 anos e, depois de algumas boas apresentações, perdeu espaço até ser dispensado no final do ano passado. Ele admite que foi queimado no ex-clube e espera estar vivendo um recomeço em sua carreira. Para provar que deseja aproveitar o momento ao máximo, mesmo estando suspenso após ter recebido o terceiro cartão amarelo na partida de quarta-feira, já marcou presença na viagem ao Rio de Janeiro. "Vou concentrar junto com os jogadores e, por mais que não possa atuar, vou procurar ajudar de outra forma", garantiu. Quanto à ausência do centroavante Finazzi na partida, a assessoria de imprensa confirmou que ele se encontra sentindo dores no tornozelo esquerdo e por isso não jogou. Nesta quinta-feira o atacante não apareceu no treinamento, mas o clube informou que ele foi à cidade de São João da Boa Vista fazer a prótese de um dente, perdido no confronto com o Figueirense, pelas quartas de final da Copa do Brasil. No entanto, há uma hipótese de que o jogador estaria insatisfeito por não estar recebendo os benefícios que lhe foram prometidos em contrato, fato que o clube nega. Uma terceira tese, de que o jogador ficou insatisfeito com a reserva em um dos treinos, foi prontamente descartada pelo técnico Vágner Mancini: "Isto não aconteceu". O atacante deve reaparecer nos treinamentos nesta sexta-feira, quando a equipe volta aos trabalhos visando a partida de sábado, em casa, contra o Avaí, pela 10.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Mancini já adiantou que pretende poupar alguns titulares. Na competição, o Paulista é o último colocado, com oito pontos. "Não tem como tirar a concentração da final. Vamos ver o que conseguimos neste jogo em casa, mas sem forçar a barra", finalizou.

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