Rubens Chiri/São Paulo FC
Rubens Chiri/São Paulo FC

Marco Aurélio Cunha quer disputar a presidência do São Paulo

Ex-diretor do clube buscará apoio e pretende decidir se lançará candidatura até o fim de fevereiro

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2020 | 18h18

Marco Aurélio Cunha pretende se candidatar à presidência do São Paulo em dezembro. Ele vai buscar nas próximas semanas apoio de conselheiros para definir se lançará a candidatura. A ideia é que a decisão seja tomada até o fim de fevereiro, após o Carnaval.

Em contato com o Estado, Marco Aurélio afirmou que se sente "instigado" a entrar na disputa eleitoral por causa dos pedidos de torcedores. Ele foi superintendente de futebol do São Paulo entre 2002 e 2011, época que o clube conquistou a Libertadores, o Mundial e o tricampeonato brasileiro. Além disso, foi diretor executivo de futebol no fim de 2016.

"Aonde eu vou as pessoas me perguntam e me pedem isso. No aeroporto hoje, três me fizeram a mesma pergunta. Eu me sinto tão angustiado em ouvir esses pedidos, do pessoal falando que confia em mim, e isso tem me causado um impacto emocional muito grande. Como eu posso dizer não para esse pessoal?", disse.

Marco Aurélio divide opiniões dentro do Conselho Deliberativo do São Paulo. Ele afirmou ter sido procurado por alguns conselheiros sobre a possibilidade de candidatura, mas ainda não sabe se terá apoio suficiente para entrar na disputa eleitoral. O atual presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, não poderá tentar a reeleição. Ainda não há candidatos confirmados para o pleito que será realizado em dezembro.

"Tem que consolidar. Muita gente fala do meu nome e preciso ver se vira uma força efetiva. Se eu perceber que não é viável, ok. Não tenho medo de perder. Tenho medo de ver que eu não tentei. Esse é meu conflito interno. Acho que chegou o momento, tenho grande experiência na área esportiva e em gestão. Acho que o São Paulo precisa de uma visão diferente", declarou.

Marco Aurélio Cunha atualmente é coordenador do futebol feminino da CBF. Caso confirme sua candidatura à presidência do São Paulo, ele disse que vai se desligar do cargo da entidade nacional.

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