Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Marco Aurélio Cunha será vice no São Paulo se oposição ganhar a eleição

Kalil Rocha Abdalla diz apostar na gestão profissional com a escolha de Cunha

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

28 de fevereiro de 2014 | 08h25

SÃO PAULO - Marco Aurélio Cunha será vice-presidente de futebol do São Paulo caso a chapa oposicionista vença as eleições de abril no clube. A confirmação aconteceu em evento do grupo SPFC forte, liderado por Kalil Rocha Abdalla, realizado no Morumbi nesta quinta-feira.

Segundo Kalil, o clube ficou entregue a "amadores" na gestão do futebol nos últimos anos e por isso se perdeu na rota dos títulos. Para o candidato à presidência da oposição, só o ex-superintendente tem condições de devolver credibilidade ao departamento.

"Isso é uma bagunça. Contrata, ''descontrata'', empresta, afasta, manda embora. Ninguém explica o que fazem lá. É por isso que o Marco Aurélio (Cunha) será meu vice de futebol. Chega de amadores", disse Kalil à reportagem.

Marco Aurélio Cunha é ex-aliado de longa data do presidente Juvenal Juvêncio - de quem também é ex-genro -, mas afastou-se do grupo do presidente após se ver isolado em algumas críticas e migrou para a oposição. Desde que se desligou da situação, virou a voz mais forte para pedir mudanças no clube e conseguiu esquentar o cenário político antes completamente subjugado por Juvenal.

Kalil também aproveitou para mostrar um projeto alternativo para o estacionamento do Morumbi. Na concepção oposicionista, a obra deve ser feita abaixo dos campos de futebol, o que interromperia as atividades por seis meses. A solução, segundo Kalil, seria transferir o futebol social - que mexe com quase dois mil sócios - para escolas e clubes próximos e para os centros de treinamento da Barra Funda e Cotia durante a realização das obras.

A chapa aproveitou também para apresentar outros pontos de debate para as eleições, entre eles o atual modelo de sócio-torcedor, visto como antiquado. Kalil e Marco Aurélio falam em mudanças na administração do projeto, que conta com 20 mil associados.

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