Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Marco Aurélio tem saudade dos bons tempos

Dirigente é um dos principais candidatos à presidência do clube em 2014

FERNANDO FARO, O Estado de S. Paulo

27 de julho de 2013 | 09h00

SÃO PAULO - Uma das figuras mais emblemáticas do ápice da hegemonia do São Paulo sobre o Corinthians, Marco Aurélio Cunha sente saudades não só das vitórias em campo, mas também da gestão do Tricolor, que era apontada como um modelo a ser copiado pelos rivais que quisessem ter sucesso garantido.

Superintendente de futebol nos tempos de bonança da gestão de Juvenal, e conhecido pela sua habilidade no trato com os jogadores, Marco Aurélio Cunha vê com desgosto os rumos do clube, tanto que de aliado e confidente do presidente ele se transformou em principal força da oposição para a eleição de 2014.

“Não era mais ouvido pelo presidente, então pensei que eu poderia estar errado e saí para esperar os resultados. Mas eles não vieram e achei que era hora de cobrá-los”, diz o pré-candidato, que ainda precisa conseguir os votos de pelo menos 55 dos 160 conselheiros para viabilizar sua participação no pleito.

Marco Aurélio sempre foi a principal voz tricolor para cutucar o Corinthians quando o clube alvinegro estava em baixa. Enquanto Juvenal direcionava a metralhadora para o ex-presidente corintiano Andrés Sanchez, ele se encarregava de descontrair o clima com comentários mais irreverentes. Com seu clube em baixa, ele reconhece a superioridade administrativa do adversário e vê no Parque São Jorge um pouco da marca daquele São Paulo.

“O que o Corinthians fez foi copiar muito do que nós fazíamos, no que eles fizeram muito bem. O São Paulo precisa apenas voltar a trabalhar com a seriedade do passado.”

Entre os pontos copiados está o trabalho de observação de jogadores de clubes menores, como era feito pelo auxiliar Milton Cruz no Morumbi, que levou ao Parque São Jorge nomes como Jucilei, Ralf, Paulinho e Romarinho, entre outros. Marco Aurélio também pede a volta da profissionalização dos departamentos para o clube voltar a ter uma visão menos passional.

“O Corinthians evoluiu e merece o sucesso atual. A nós resta pegar aquela fórmula usada no passado e reviver aquele modelo. Estamos atrás hoje, mas podemos reagir.”

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