Marcos deixou o gramado chorando

Acostumado a criticar seus companheiros quando o time joga mal, desta vez Marcos, o líder palmeirense, não encontrou forças para justificar nova derrota diante do São Paulo, agora por 2 a 0, no Morumbi, e a conseqüente eliminação na Copa Libertadores. Deixou o campo chorando como uma criança, e em silêncio. Os demais jogadores do Palmeiras também saíram do gramado do estádio são-paulino sem falar nada, correndo em direção aos vestiários.No fim do jogo, quem consolou Marcos, por incrível que pareça, foram os adversários. Ele recebeu abraço carinhoso de Rogério Ceni, autor do primeiro gol (de pênalti), e trocou de camisa com o lateral Cicinho, que fez o segundo. O pai do atleta são-paulino é fã confesso do palmeirense e havia feito o pedido a seu filho.O único esboço de reclamação de Marcos no confronto desta quarta-feira aconteceu quando Cicinho definiu o placar. Ele queria jogadores à frente da bola, para atrapalhar o chute. Abriu os braços, gesticulou bastante e pediu. ?Vocês tinham de, pelo menos, atrapalhar.?O volante Magrão ? pode estar se despedindo do Palmeiras e embarcando para o futebol europeu ? foi um dos poucos a tentar explicar a derrota. ?Jogamos bem, só faltou o gol?, disse o jogador, elogiando o empenho de seus companheiros.O volante Correia, que jogou improvisado na lateral-direita, estava indignado com o lance crucial da partida. Ele não tinha convicção de ter feito pênalti, marcado por Salvio Spínola Fagundes Filho. ?Acho que não coloquei a mão na bola?, limitou-se a dizer.Revolta - Depois do gol de Cicinho, os torcedores palmeirenses no Morumbi, irritados, tentaram quebrar as cadeiras de madeira. Foram rapidamente impedidos pela polícia.

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