Marcos é perdoado pela Comissão Técnica

Nada de ressentimentos na seleção de Carlos Alberto Parreira. Por isso, o goleiro Marcos está de volta à equipe. Ele recebeu o perdão da comissão técnica quatro meses depois de ter pedido dispensa de amistoso contra o México, alegando crise de bronquite, e ter atuado em seguida pelo Palmeiras. "Não ficamos satisfeitos naquele momento; não foi uma situação agradável, não gostamos; mas já está tudo superado", disse Parreira. Além de Marcos, o treinador convocou hoje Luís Fabiano, do São Paulo, Alex, do Cruzeiro, e Diego e Renato, do Santos, para completar a lista de 22 atletas, relacionados para os jogos inciais do Brasil nas eliminatórias do Mundial de 2006. Marcos, porém, deve ser reserva de Dida nas partidas contra Colômbia, dia 7, e Equador, dia 10. Como Parreira e o coordenador-técnico da seleção, Zagallo, haviam definido que a convocação seria pautada pela qualidade e experiência dos atletas, Marcos ganhou a vaga de Júlio César, do Flamengo. "O critério foi simples: o goleiro do Palmeiras é pentacampeão mundial e foi um dos melhores jogadores da Copa de 2002." Zagallo também deixou claro que Marcos ganhou um crédito na seleção por seu currículo profissional. "Se eu falar que não ficamos chateados com o episódio do jogo do México, vou estar mentindo. Mas ele tem um potencial enorme e a gente já considera o assunto ultrapassado." A convocação de Luís Fabiano era certa e o atacante do São Paulo deve ter a chance de entrar no segundo tempo de pelo menos um dos dois jogos. Alex é o melhor do Campeonato Brasileiro, na avaliação de Parreira, enquanto Diego vinha sendo elogiado com freqüência pelo técnico. Sobre o jovem Renato, do Santos, convocado pela primeira vez, Parreira afirmou que o jogador estava nos planos da seleção havia meses e que só não estivera em nenhuma lista neste ano para não prejudicar o clube. "A equipe disputava a Taça Libertadores da América e por isso o Renato não veio antes." O treinador destacou a boa fase de Renato, desde a temporada de 2002. Disse que ele "funciona" bem como segundo homem de meio-de-campo, tem facilidade de se "projetar ao ataque", além de finalizar com perigo. "É um jogador moderno, muito útil." A expectativa pela presença de Robinho da lista era grande e Parreira fez questão de enviar um recado público ao craque do Santos, como que justificando a não-inclusão de seu nome entre os 22. Na verdade, foi mais do que isso: tratou-se de uma defesa explícita de Robinho. O técnico considera que o atacante ficou muito exposto pela ótima campanha no Brasileiro de 2002 e algumas comparações precipitadas - muitos chegaram a afirmar que estava surgindo um novo Pelé no Santos. "Ele é um jovem, de apenas 19 anos, e está sujeito a quedas repentinas de rendimento. Mas é uma jóia rara do futebol brasileiro e vai ser chamado para a seleção mais para a frente." Sobrou tempo ainda para um afago em Gil, do Corinthians, também ausente na relação. Parreira disse que o atacante também dispõe de um futebol moderno, que faz gols, ajuda na marcação e não se limita a jogar numa faixa exclusiva do campo. "Não está desta vez por uma questão tática. Continua sendo observado."

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