Marcos está apreensivo com seu futuro

A volta de Marcos ao gol do Palmeiras ainda é um ponto de interrogação que não sai da cabeça do próprio jogador. O goleiro está recuperado clinicamente da delicada cirurgia na mão esquerda, mas os prejuízos técnicos e físicos ainda são incalculáveis. Os quase oito meses longe da bola colocaram em ?xeque? todas as qualidades que fizeram ser um dos melhores do mundo em 2002.Pior: nem o próprio Marcos sabe o que pode esperar de si na volta ao trabalho, sexta-feira, quando o elenco do Palmeiras se reapresenta. "Eu diria que tenho dois problemas na minha volta. Um é o Sérgio, que aproveitou bem a chance e estava muito bem no final da temporada. O outro é a minha mão. Estava treinando fisicamente mas não fiz nenhum teste até agora. E jogar é fundamental para saber se estou recuperado ou não", admitiu o goleiro.O primeiro contato de Marcos com a imprensa após as férias foi nesta quarta-feira. Ele passou a tarde no stand de uma de suas patrocinadoras, a Reusch, na Couromoda, no Anhembi, em São Paulo. A presença do goleiro atraiu a atenção de fãs e curiosos. Até torcedores de outras equipes fizeram fila para conseguir um autógrafo do ídolo do Palmeiras. "É bom saber que as pessoas não esqueceram da gente. Carinho é sempre bom, principalmente num momento delicado, como esse", revelou.Como sempre, Marcos não fugiu de nenhuma pergunta. Falou até sobre a polêmica envolvendo Vágner Love, que chegou a dar entrevista como jogador do Corinthians e provocou a ira da torcida palmeirense. O goleiro saiu em defesa do ex-companheiro: "Não vejo dessa forma. Cada um tem o direito de procurar o seu caminho. Eu entendo a situação dele. Só acho que ele deveria ter tomado um pouco mais de cuidado na hora de falar. Deveria ter respeitado mais a torcida do Palmeiras, sem desrespeitar a do Corinthians".Ao contrário da grande maioria de seus colegas de profissão, Marcos não tem ilusão de jogar na Europa. Tanto que, há seis meses, fez um novo contrato, de 3 anos de duração, com o Palmeiras. "Quando assino um contrato longo, de três anos, é para cumprir. Ainda tenho dois anos e meio pela frente e quero ir até o fim", avisou o goleiro.

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