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Marcos fica surpreso com recepção da torcida palmeirense

Aos 36 anos, goleiro deixa claro que sua prioridade é conquistar títulos com o clube, e não a seleção brasileira

13 de maio de 2009 | 13h25

SÃO PAULO - Mesmo cansado, o goleiro Marcos era só sorrisos no desembarque da delegação do Palmeiras na madrugada desta quarta-feira, em São Paulo, após defender três pênaltis e garantir a equipe, que eliminou o Sport, nas quartas de final da Libertadores.

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Marcos, que foi recebido com muita festa pelos torcedores, disse que ficou surpreso com tamanha recepção. "São quatro horas da manhã e sinceramente não pensava que fosse encontrar tantos torcedores e vocês [jornalistas]. Eu fico muito feliz por isso".

Ovacionado pelos presentes, o goleiro palmeirense deixou claro que, apesar de sua performance diante do Sport, não pensa em retornar à seleção brasileira, que recentemente perdeu o goleiro reserva Doni, que ficará de longe dos gramados por três meses. "Sinceramente a seleção não faz mais parte dos meus pensamentos, pois temos ótimos goleiro para vestir a camisa", disse o goleiro, que completou: "Eu já tenho 36 anos e existem goleiros mais jovens. Minha prioridade é somente o Palmeiras".

Nas quartas, o Palmeiras agora enfrenta o Nacional. Ciente da dificuldade, Marcos deixa claro que a equipe não pode jogar da maneira como fez diante do Sport, quando perdeu por 1 a 0 no tempo regulamentar. "Não podemos jogar como jogamos [diante do Sport] se quisermos continuar na Libertadores. Eu estou feliz pela maneira como conseguimos a vaga, com suor e determinação, mas precisamos melhorar."

MARCOS ASSUSTA

O técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, afirmou que a presença do goleiro Marcos numa decisão por pênaltis acaba por assustar os cobradores das outras equipes. "O adversário pensa duas vezes quando vê o Marcos na frente. Ele cresce, é um gigante em decisões", disse o treinador, após a vitória por 3 a 1 nos pênaltis sobre o Sport, que classificou a equipe para as quartas de final da Libertadores. No tempo normal, o time perdeu por 1 a 0.

Luxemburgo não quis enaltecer apenas o goleiro pela frieza na hora da decisão. "Todos tiveram méritos. Levamos um gol no final, que poderia mexer no emocional. O Armero nunca treinou pênalti e foi para a cobrança. O time estava confiante", elogiou o treinador.

Questionado por ter substituído Keirrison e Diego Souza, que seriam potenciais cobradores, quando o jogo ainda estava empatado, o técnico palmeirense usou o cansaço dos dois como justificativa. "O campo estava pesado e o time precisava de mais mobilidade e velocidade", disse. "Nós jogamos fechados com a possibilidade de explorar os contra ataques. O Sport adiantou a marcação e só fizeram o gol na única jogada de habilidade no segundo tempo. Mas foi um jogo dentro do previsto", explicou o técnico.

O time deixou Recife logo depois do jogo e desembarcou de madrugada no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo. Por conta das fortes emoções, a comissão técnica decidiu dar folga ao elenco e cancelar o treino que estava marcado para a tarde desta quarta-feira. Os jogadores se reapresentam na quinta, a partir das 16 horas, quando Luxemburgo começa a definir o time que enfrenta o Internacional, no domingo, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. (com AE)

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