Cesar Greco/Fotoarena/Estadão
Cesar Greco/Fotoarena/Estadão

Marcos lamenta adeus ao Palmeiras em momento ruim

Ídolo aliverde, ex-goleiro volta a campo no dia 12 de dezembro para despedida do futebol

AE, Agência Estado

30 de novembro de 2012 | 10h29

SÃO PAULO - Depois de voltar aos treinos na última terça-feira, visando o jogo de despedida que fará no próximo dia 11, no Pacaembu, o ex-goleiro Marcos ainda lamenta a queda do Palmeiras para a Série B do Campeonato Brasileiro. O ídolo aposta que o time conseguirá retornar à elite do futebol nacional em 2013, mas admitiu que será um sentimento estranho dar adeus aos torcedores justamente no ano em que o clube amargou uma das maiores decepções da sua história.

"É óbvio que, como torcedor, queria me despedir em um momento melhor. Negociamos a partida de despedida no começo do ano, em fevereiro. Não sabíamos que o Palmeiras seria campeão da Copa do Brasil e muito menos que iria ser rebaixado. Tenho que cumprir contrato. Mas não vejo motivo para desespero. O Palmeiras vai dar a volta por cima, eu acredito nisso", afirmou Marcos, em entrevista ao site oficial do Palmeiras, publicada nesta sexta-feira.

Marcos diz apostar na recuperação do Palmeiras no próximo ano com a experiência de quem já foi rebaixado com o time uma vez, em 2002. Na época, ele acabou não atuando na partida que selou a queda, diante do Vitória, em Salvador, e admite que se arrepende até hoje por não ter participado daquele duelo. "Na época, falavam que eu estava vendido, o que não era verdade. Em 2002, resolvi ficar para subir (em 2003) e não me arrependo de maneira alguma. Talvez a maior moral que eu tenha com o torcedor seja por causa disso", enfatizou.

E o ex-goleiro, que se aposentou no início deste ano, lembrou que se sentia na obrigação de disputar a Série B em 2003, quando poderia ter optado por um outro rumo em sua carreira, então já consagrada após a conquista da Copa do Mundo de 2002 como titular do gol da seleção brasileira.

"É um processo doloroso não apenas para a torcida, mas para quem trabalha aqui, para os jogadores. Ninguém gosta que isso aconteça. Eu fiquei numa situação constrangedora, pois quando o time ganhou a Copa do Brasil, me chamaram de pé-frio, e agora que caiu, me chamaram de profeta. Na minha época, o Palmeiras caiu em 2002 e eu tinha contrato. Tenho muitos defeitos e um deles é falar demais, mas eu tinha algo de bom que não era apenas o profissional. Eu era homem e torcedor. Sou assim: se me empresta, eu devolvo. Se eu quebro, eu arrumo. E como eu caí, tinha a obrigação de subir", ressaltou.

Já ao falar mais especificamente sobre a sua despedida como jogador do Palmeiras, Marcos evitou se vangloriar com o fato de ser um ídolo e lembrou que outros jogadores da história do clube também poderiam ser valorizados com um jogo deste tipo. "Todos os jogadores fazem partidas de final de ano e este jogo será igual a qualquer outro. E além disso, teremos inúmeros ídolos que fizeram história no clube. O torcedor tem que pensar que esse jogo é um reconhecimento aos ídolos que passaram por aqui", opinou.

Bem-humorado como de costume, Marcos ainda revelou que sofreu menos do que esperava em sua volta aos treinos, embora tenha admitido, em tom de brincadeira: "Fiz um treino de meia hora e quase tive um infarto". "Foi legal esse retorno. Estou fazendo treinos leves, treinando chutes de longa distância. Achei que seria pior, mas fui bem. O importante é chegar para qualquer jogo com confiança. Estou treinando e fortalecendo a parte muscular para não fazer feio", disse.

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