Marcos retorna em grande estilo

O goleiro Marcos foi o jogador mais festejado no vestiário do Palmeiras após a vitória sobre o Fluminense. Mesmo tendo defendido um pênalti cobrado por Roni no final do primeiro tempo, dividiu os méritos da classificação para a semifinal da Copa dos Campeões com todo o grupo. ?Eu não sou a estrela, nem tenho estrela. O elenco do Palmeiras que é recheado de estrelas?. A partida foi considerada pelo goleiro como uma vitória pessoal. Depois de 21 dias, voltou a campo para um jogo oficial, mesmo ainda se ressentindo de dores no pé direito. ?Foi importante demais ter atuado. Até tiro de meta eu cobrei. Só Deus sabe o tanto que lutei para estar aqui neste momento, o tratamento intensivo a que me submeti com os médicos do Palmeiras?. Para evitar comentários de que ainda está com a cabeça voltada para a Copa do Mundo, Marcos considerou o jogo deste domingo como um dos mais importantes da sua vida. ?Defender um clube como o Palmeiras é uma tarefa de muita responsabilidade, tão importante quanto qualquer partida que disputei na Coréia e no Japão. Estava muito ansioso. Sabia que se cometesse algum erro achariam que estaria pensando na Seleção?. O goleiro, o último a deixar o vestiário, explicou que a defesa do pênalti foi facilitada por ter observado os olhos de Roni antes da cobrança. ?Procurei não me mexer antes do chute, e tive muita felicidade ao acertar o canto?. Reclamação - O treinador Vanderlei Luxemburgo abriu sua entrevista coletiva reclamando da atuação do árbitro Luciano Almeida. ?Não preciso assistir ao lance de novo para concluir que não houve o pênalti para o Fluminense. Acredito que o árbitro não tenha entrado em campo mal intencionado, mas se o gol tivesse sido marcado alteraria completamente a partida. O César tocou na bola e o Roni, espertamente, jogou-se sobre ele?. O efeito do calor de Teresina também foi citado pelo treinador. ?Jogar nessa lua é complicado. Com 15 minutos de partida eu senti que os atletas estavam cansados. Mas o Palmeiras está de parabéns?. Luxemburgo aproveitou para enaltecer a marcação sob pressão realizada pelos jogadores na partida deste domingo. ?O Fluminense atua com dois atacantes muito rápidos, Roni e Magno Alves, e um meia de ligação de muita qualidade, o Fernando Diniz. Ao anulá-lo, o adversário ficou com a saída de bola comprometida?. O treinador também ressaltou que a equipe encontrará um forte calor em Belém, assim como em Teresina. ?O problema é que lá o calor é quente e úmido, desgasta ainda mais. Não posso reclamar dos meus jogadores. Encontraram muitas dificuldades nesses 21 dias aqui no Piauí, mas souberam superá-las?. O zagueiro Alexandre estava feliz com o resultado, mas ainda indignado com a marcação do pênalti. ?Sou um cara sincero. Se o César tivesse cometido a falta, eu seria o primeiro a falar. Até o bandeira falou para o juiz que havia marcado o tiro de meta, mas não teve jeito?. Na avaliação de Alexandre, o Fluminense não ameaçou a vitória em nenhum momento do clássico. ?Eles não souberam como entrar na nossa área. Forçaram demais as jogadas pelo meio?. O paraguaio Arce, autor do único gol da partida, ressaltou que a boa fase do time vem facilitando sua adaptação à função de segundo volante. ?Mas tenho que citar que o Luxemburgo conta com um lateral especialista, o Leonardo. O time não sentiu minha ausência na lateral?. Arce lembrou que apesar de vencer com um gol de bola parada, o Palmeiras não correu riscos. ?É visível como a equipe teve qualidade. O Fluminense só incomodou durante 15, 20 minutos no máximo?. Fluminense - No Fluminense, o treinador Robertinho não lamentou a desclassificação. ?Fomos muito mais longe do que esperávamos. Se o Roni tivesse marcado o gol de pênalti, a situação da partida no segundo tempo seria diferente. O momento é para se analisar o que aconteceu de errado?. Quarta-feira, o Fluminense enfrenta o Toluca no Maracanã amistosamente para comemorar os 100 anos de existência do clube.

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